Tanto a oeste como a leste, por terra, ar e mar, os novos piratas do século XXI irrompem para impor pela lei da força, naquilo que hoje chamam de “operações especiais militarizadas”, a sua desenfreada ganância, o seu imparável desejo expansionista e imperialista, a sua avidez pelas riquezas de outros povos.
Hoje, quanto mais rico for um país soberano, rico de ouro, de diamantes, de petróleo, de biodiversidade, decerto mais estará sob a mira da ladroagem internacional. Mais tarde ou mais cedo, no desrespeito por todas as leis de direito internacional vigentes, nenhum estará a salvo das rapaces garras dos modernos flibusteiros.
Claro está que de fora ficam aqueles países que têm no seu arsenal armas nucleares, as quais, com um premir do botão vermelho, impondo a sua força letal, poderão destruir um continente em segundos.
A pilhagem pura e dura e a cupidez desenfreada são os meios e os fundamentos do seu agir.
No meio destes corsários está hoje, cada vez mais encolhida e aterrorizada, uma Europa débil, decadente, dividida e decrépita, que já nada conta nesta luta de titãs, e para pouco mais serve do que emitir comunicados de subserviente e soluçada indignação, acolitada por uma Organização das Nações Unidas sem capacidade de se fazer ouvir, sem real expressividade e pouca ou nenhuma eficácia dissuasora.
A Nova Ordem Mundial (NOM) veio para ficar e está no início da sua marcha triunfal, com as botas cardadas, marciais aplanando o terreno da unipolaridade ideológica e política, que quase todos em geral parecem reverenciar, rendidos ao análogo e efémero charme que há pouco mais de oito décadas – ah a desmemória humana! – dizimou milhões e… felizmente, também, os seus próceres e insanos cabecilhas.