Diz-nos uma mera pesquisa no google que “O Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494 entre Portugal e Espanha, dividiu o “mundo descoberto e por descobrir” por meio de um meridiano imaginário a 370 léguas a oeste do arquipélago de Cabo Verde, entregando as terras a leste a Portugal e as a oeste à Espanha, sendo crucial para a definição do território brasileiro ao garantir a posse portuguesa da faixa oriental da América do Sul.”

Com a NOM (Nova Ordem Mundial) que os EUA pretendem impor, essa realidade histórica de há 600 anos, parece querer reproduzir-se com as intenções imperialistas de dois ou três países (a China ainda está a assistir à divisão), como agora se viu com a “operação militar especial”, eufemismo de invasão de um país soberano por outro país, pela força das armas, tal como sucedeu em 2022 com a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Em Janeiro de 2026, a pretexto de derrubar um governo ilegítimo e o seu líder, Nicolás Maduro, o presidente dos EUA, Donald Trump, num raide relâmpago, ordenou a invasão da Venezuela e a detenção do seu presidente por acusação de narcotráfico.
Com a detenção de Maduro, sua esposa, filho e alguns próximos, Trump vai instituir um governo provisório da Venezuela, rejeitando para o chefiar a Nobel Maria Corina Machado e o opositor de Maduro, o exilado Edmundo González. Desta forma poderá gerir a seu grado as imensas riquezas e reservas petrolíferas da Venezuela, estimadas pela EIA ( Energy Information Administration ) em 303 biliões de barris, fazendo da Venezuela a maior reserva do mundo de “ouro negro”.
Trump já tinha manifestado o seu desejo de, a Norte, invadir a Gronelândia e tornar-se uma espécie de “protectorado” ou estado tutor do Canadá. A Sul, com a “operação militar especial” sobre a Venezuela, ficam em stand by o México, a Guatemala, as Honduras, a Nicarágua, a Costa Rica, o Panamá – que já ameaçou tomar – o Equador, a Guiana, a Guiana francesa e a Colômbia.
Aquilo que há bem pouco tempo eram meros filmes de ficção com as Forças Delta a agir sobre os mais diversos pontos do globo, poderá vir a ser, num futuro próximo a realidade do Novo Mundo, dividido pelo novo Tratado de Tordesilhas.

A Europa, encolhida, apertada nesta tenaz, com a Rússia desejosa de se “expandir”, tartamuda, balbucia preces nas sacristias de Bruxelas. A China, o tigre adormecido, espera placidamente para ver quando, onde e como vai intervir.
Esperemos pelos próximos capítulos desta marcial telenovela…