O mundo

Ainda assim, os tempos mais próximos poderão ser determinantes para uma recomposição do teatro político, aquele onde as peças decisivas, para o bem e para o mal, fazem a diferença, e que verdadeiramente conta no nosso dia-a-dia.

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  • 16:18 | Segunda-feira, 26 de Outubro de 2026
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Flávio Bolsonaro amuou e, copiando os métodos esquizofrénicos do sheriff Trump, afirmou  ser “impossível reconhecer estas eleições“, e ir pedir a sua anulação. Não se rende à “virada” de Lula. Chanfranices de criança. A inconveniência e a deselegância dos “9 dedos” saíram-lhe caras. Se não houver músculo, talvez se perspective uma nova tentativa arruaceira de invasão do Planalto. Há que conter a canalha que não respeita os veredictos democráticos.

Vale o ditado “quem os seus inimigos poupa, às mãos lhe morre“.

As eleições de amanhã em Israel para a Knesswt, assembleia legislativa unicameral, nos EUA, a 3 de Novembro, para a Câmara dos Representantes e para o Senado, e em França, a 18 de Abril de 2027, para a presidência podem dar origem a um ciclo de esperança para o que resta do mundo em ruínas e de uma Europa que gere, mas não reforma nem entusiasma.


A reeleição de Lula pode ser um bom prenúncio para o fim de um mundo autoritário e em agonia democrática, capturado por uma gritante falta de princípios e valores de tolerância, que ameaça expandir-se e tomar conta do oxigénio que ainda lhe permite sobreviver. Se Netanyahu não vencer e Trump perder a Câmara dos Representantes e do Senado, como se antecipa, ficando bloqueado nas medidas mais decisivas e a um passo do “impeachment”, talvez os conflitos internacionais mais graves percam gás e sofram um revés. Talvez a inimputabilidade ceda às regras e às boas práticas. Netanyahu é um carniceiro e Trump um insuportável chefe de Estado.

Em França, as perspectivas não são as melhores, mesmo com a saída de Macron, um político fraco e titubeante.

Ainda assim, os tempos mais próximos poderão ser determinantes para uma recomposição do teatro político, aquele onde as peças decisivas, para o bem e para o mal, fazem a diferença, e que verdadeiramente conta no nosso dia-a-dia.

 

Rebelo Marinho

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Publicado em Opinião