Sobre a efemeridade…

Esta gente, numa Nova Ordem Mundial, inverte todos os valores, todos os conceitos, recusa a Verdade, vive na e da mentira, anulando direitos humanos, a liberdade de expressão, a liberdade dos cidadãos....

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  • 15:11 | Domingo, 27 de Setembro de 2026
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O tempo, no sentido em que foge e concede à vida a efemeridade que nos perturba, tem origem mais conhecida na expressão latina tempus fugit, o tempo foge, e surge inicialmente nas “Geórgicas”, de Virgílio.

Esse conceito remete-nos, entre outras, para a  palavra efemeridade que significa em grego antigo “que dura apenas um dia”, remetendo para a brevidade ou fugacidade da existência.

“A vida é uma passagem para a outra margem” é o conhecido refrão da música “Ribeira” dos “Jafumega”, 1981, que todos recordamos.


“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, / Muda-se o ser, muda-se a confiança; / Todo o mundo é composto de mudança, / Tomando sempre novas qualidades.“, assim cantava Camões.

Grosso modo, a divisão do inexorável tempo vai dos segundos, aos minutos, às horas, aos dias da semana, aos dias dos meses, às estações do ano….

Uma curiosidade, se os dias da semana, em francês, por exemplo, são os seguintes:

 

Lundi, dia da Lua

Mardi, dia de Marte

Mercredi, dia de Mercúrio

Jeudi, dia de Júpiter

Vendredi, dia de Vénus

Samedi, dia do Sabbat (descanso)

Dimanche, dia do Senhor (dies dominica)

… em língua portuguesa, por decreto da Igreja Católica, no século VI, para retirar a referência a deuses pagãos, passaram a incluir “feira”, (feria) cujo significado em latim era “dia de descanso” ou dia dedicado a celebrações litúrgicas, dando origem também aos termos “feriado” e “férias”.

O mesmo com os nomes dos meses, por exemplo, Janeiro era o mês de Janos, Fevereiro o mês da purificação (fébruus), etc.

Por seu turno, chegados que fomos à estação do Outono, esta ficou associada ao ocaso, à decadência, à perda da força e do poder. e simboliza o encurtamento dos dias e a queda das folhas.

Dito isto…

Os “grandes” líderes políticos da actualidade parecem pouco preocupados com a fugacidade da existência humana, da sua existência, e, em vez de, nesta breve passagem, aproveitarem a oportunidade que a sua liderança lhes outorga para construírem e deixarem o planeta melhor do que o encontraram, cegos pela vil ganância, absurda ambição e desmesurada cupidez, tudo fazem, mitómanos que são, na sua insânia, autocraticamente, para tudo destruírem em seu redor, a soldo da sua perversidade e no afã de “funcionarem” para um punhado de plutocratas, matando e desgraçando milhões de seres humano mundo fora.

Esta gente, numa Nova Ordem Mundial, inverte todos os valores, todos os conceitos, recusa a Verdade, vive na e da mentira, anulando direitos humanos, a liberdade de expressão, a liberdade dos cidadãos, “obliterando” minorias, dando passos frenéticos para a insaciável conquista mundial, roubando aqui, matando além, e deixando atrás de si um rasto viscoso e fétido de corrupção e de caos.

Mas, em boa verdade, também morrem… Infelizmente, com a longevidade a aumentar, demoram a fazê-lo… para mal da Humanidade.

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Publicado em Opinião