O IPV e a sua exclusão pelo Governo da “promoção” a regime universitário

A má notícia é o IPV ou Instituto Politécnico de Viseu ter ficado de fora. Ademais, quando tem sido um anseio de há muitos anos de políticos locais do PSD, como Fernando Ruas e Mota Faria, entre outros, que dele fizeram recorrente e  contestatária bandeira.

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  • 15:35 | Segunda-feira, 02 de Março de 2026
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Os Institutos Politécnicos de Leiria e do Porto, através do programa PTRR, Portugal, Transformação, Recuperação e Resiliência, que o governo acabou de anunciar, irão transitar para o regime universitário.

O que, em boa verdade, é uma excelente notícia para estas duas instituições de ensino superior público e para o desenvolvimento dos territórios onde se situam.

A má notícia é o IPV ou Instituto Politécnico de Viseu ter ficado de fora. Ademais, quando tem sido um anseio de há muitos anos de políticos locais do PSD, como Fernando Ruas e Mota Faria, entre outros, que dele fizeram recorrente e  contestatária bandeira.


Acresce que, e neste preciso enquadramento político, com o XXIV Governo Constitucional da AD capitaneado por Luís Montenegro, tudo levaria a crer terem sido criadas todas as condições para que este desiderato fosse alcançado.

E se lembrarmos que os números 1 e 2 dos deputados eleitos pelo círculo do distrito de Viseu, Leitão Amaro e Pedro Alves, desempenham funções de plenipotenciado ministro de Estado e vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, respectivamente, a estranheza adensa-se e, conjecturalmente podemos ser levados a pensar que:

1.     Este governo ignora pura e simplesmente o distrito de Viseu;
2.     O IPV não reúne condições para essa “promoção”, hipótese que veementemente repudiamos perante o corpo docente que o integra e ainda para mais tendo como presidente um ferrenho social-democrata.
3.     Leitão Amaro e Pedro Alves, afinal, não têm nenhuma força política.

A tê-la, o que é mais grave, nada fizeram ou não conseguiram impor-se para que Viseu viesse enfim a ter a Universidade pública, ou, na sua impossibilidade, visse reconvertido o IPV a esse estatuto. O que infelizmente não sucedeu.

E acerca de José Costa, presidente do IPV, refere o comunicado do PS sobre o assunto:

“Por sua vez, o dirigente máximo do IPV, destacado militante do PSD, deve igualmente explicar aos viseenses o que falhou neste projecto. Deve explicar quais foram as exigências concretas que efectuou para garantir que Viseu não ficasse para trás neste processo.” Será que os viseenses obterão essa explicação?

Ainda e sobre a exclusão de Viseu, no referido comunicado podem ler-se as seguintes sete questões:

1, “Porque razão ficou o IPV excluído desta decisão?

2. De quem é a responsabilidade pela perda desta oportunidade?

3. O IPV candidatou-se?

4. Faltou vontade política?

5. Faltou capacidade de influência?

6. Faltou a defesa intransigente dos interesses da nossa região?

7. O que faltou?”

Se o PSD local e os seus representantes se remeterem ao silêncio, é-nos lícito depreender que nada terão a dizer, fazendo jus ao anexim popular: “Quem cala consente” e ao consentirem são cúmplices desta decisão governamental, nunca mais podendo abrir a boca em matéria de Ensino Superior para o distrito de Viseu, pois quando têm todas as oportunidades, nada fazem para, com a suposta força política que lhes foi outorgada, servir o distrito que os elegeu e pelo qual se dizem pugnar em momentos eleitorais…

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Publicado em Opinião