Os Institutos Politécnicos de Leiria e do Porto, através do programa PTRR, Portugal, Transformação, Recuperação e Resiliência, que o governo acabou de anunciar, irão transitar para o regime universitário.
O que, em boa verdade, é uma excelente notícia para estas duas instituições de ensino superior público e para o desenvolvimento dos territórios onde se situam.
A má notícia é o IPV ou Instituto Politécnico de Viseu ter ficado de fora. Ademais, quando tem sido um anseio de há muitos anos de políticos locais do PSD, como Fernando Ruas e Mota Faria, entre outros, que dele fizeram recorrente e contestatária bandeira.
Acresce que, e neste preciso enquadramento político, com o XXIV Governo Constitucional da AD capitaneado por Luís Montenegro, tudo levaria a crer terem sido criadas todas as condições para que este desiderato fosse alcançado.
E se lembrarmos que os números 1 e 2 dos deputados eleitos pelo círculo do distrito de Viseu, Leitão Amaro e Pedro Alves, desempenham funções de plenipotenciado ministro de Estado e vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, respectivamente, a estranheza adensa-se e, conjecturalmente podemos ser levados a pensar que:
A tê-la, o que é mais grave, nada fizeram ou não conseguiram impor-se para que Viseu viesse enfim a ter a Universidade pública, ou, na sua impossibilidade, visse reconvertido o IPV a esse estatuto. O que infelizmente não sucedeu.
E acerca de José Costa, presidente do IPV, refere o comunicado do PS sobre o assunto:
Ainda e sobre a exclusão de Viseu, no referido comunicado podem ler-se as seguintes sete questões:
1, “Porque razão ficou o IPV excluído desta decisão?
2. De quem é a responsabilidade pela perda desta oportunidade?
3. O IPV candidatou-se?
4. Faltou vontade política?
5. Faltou capacidade de influência?
6. Faltou a defesa intransigente dos interesses da nossa região?
7. O que faltou?”
Se o PSD local e os seus representantes se remeterem ao silêncio, é-nos lícito depreender que nada terão a dizer, fazendo jus ao anexim popular: “Quem cala consente” e ao consentirem são cúmplices desta decisão governamental, nunca mais podendo abrir a boca em matéria de Ensino Superior para o distrito de Viseu, pois quando têm todas as oportunidades, nada fazem para, com a suposta força política que lhes foi outorgada, servir o distrito que os elegeu e pelo qual se dizem pugnar em momentos eleitorais…