A Comissão Política de Secção do PSD Viseu liderada por Pedro Alves, deputado e ex-presidente da Viseu Marca, lançou um comunicado insurgindo-se assertivamente contra o que diz ser a criação na CMV e SMAS de uma “megaestrutura administrativa com aumento enorme de despesa em cargos dirigentes.”
Diz-se profundamente preocupada, invocando a “falta de fundamentação estratégica, estudo de impacto organizacional ou demonstração objetiva dos benefícios para os viseenses”.
Coisa nunca vista, alude, “Trata-se de uma das maiores expansões da estrutura dirigente alguma vez propostas no Município de Viseu.”
Pensamos até que seria eventualmente clarificadora uma auditoria à maioria dos concursos levados a cabo pela Câmara Municipal de Viseu nestas quatro décadas, com os quais, ao que se saiba, nunca tal “angústia” ocorreu.
Nem ousamos crer que a lúcida estrutura local do PSD posso usar de dois pesos e duas mediadas na análise de situações como as referenciadas, que visam dotar os quadros camarários e do SMAS com novas e modernas estruturas dirigentes pois, entre outras mudanças, nos últimos tempos, o Estado transferiu para a autarquia a responsabilidade sobre as escolas, a saúde, a habitação e a acção social, o que, naturalmente, obriga a uma reformulação das estruturas dirigentes que, com tudo isto, potencia os quadros existentes com aproximadamente 30 cargos, entre direcções municipais, direcções de departamento e divisões municipais.
Pensamos que esta forma de fazer oposição é mais demagógica que coerente e fundada em pressupostos sérios e consistentes. Será mais uma forma de populismo – tão na moda actualmente – visando gerar descontentamento e animosidade contra o executivo recém eleito, pois ao mexer com estruturas anquilosadas mas “fiéis”, o PSD local receia ser ultrapassado na sua plenipotenciada organização, construída ao longo de 40 anos de poder local.
O comunicado da Comissão Política de Secção do PSD Viseu, remata-se assim:
“Viseu merece uma Câmara mais eficiente, mais ágil e mais célere na resposta aos munícipes e às empresas, não uma Câmara maior.”
Ora, se em 6 anos o número de funcionários passou de 814 para 1500, ou seja, quase dobrou, que clamantes vozes se insurgiram?