Eduardo Cabrita não vê o fim de 2020…

Daqui ao “conflito de interesses” foi um passo que, se de grave nada teve, apenas mostrou que as hierarquias revelam falta de entendimento e, em consequência, surge uma persistente descoordenação a ensombrar actuações, neste caso “o Dia D” das entregas das vacinas contra a Covid 19 em Portugal.

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  • 14:19 | Terça-feira, 29 de Dezembro de 2020
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Do MAI recebeu a Rua Direita a seguinte nota:

“O Ministro da Administração Interna, face aos incidentes ocorridos hoje no acompanhamento da distribuição de vacinas da Covid-19 em Évora e noticiados pela Comunicação Social, determinou a abertura de um inquérito urgente por parte da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI).

O Ministro solicitou ainda, à Secretária-Geral do Sistema de Segurança Interna, informação sobre quais as regras de acompanhamento e desembaraçamento do trânsito definidas para concretizar essa distribuição.”


Tal decorreu devido aos “incidentes” entre PSP e GNR no decurso da escolta das vacinas de Évora até ao Algarve e sobre os quais, o secretário de Estado da Saúde, Lacerda Sales, “sacudindo a água do capote”, afirmou lesto serem da responsabilidade do MAI.

E tudo aconteceu porque a carrinha que transportava as vacinas, escoltada pela GNR, foi alvo de um bloqueio por parte da PSP de Évora, ao que foi invocado, por uma questão de “regras de acompanhamento e desembaraçamento do trânsito definidas para concretizar essa distribuição.”

Esta estranha polémica vem cair sobre o MAI num momento em que este se vê ainda a braços com a “controvérsia SEF” e quando a oposição clama pela cabeça do ministro, a quem até o Presidente da República “tirou o tapete”.

O comando distrital de Évora, encabeçado pelo superintendente Moreira da Rocha, terá entendido que, não obstante caber à GNR a segurança das carrinhas de entrega de vacinas em todo o país, ser ali e em concreto área da sua jurisdição.

Daqui ao “conflito de interesses” foi um passo que, se de grave nada teve, apenas mostrou que as hierarquias revelam falta de entendimento e, em consequência, surge uma persistente descoordenação a ensombrar actuações, neste caso “o Dia D” das entregas das vacinas contra a Covid 19 em Portugal.

Este “braço de ferro” levado a cabo pela PSP de Évora, resultou no bloqueio temporário do transporte e apenas se resolveu recorrendo-se à solução de escolta partilhada entre as duas forças policiais.

Vendo os factos por um prisma optimista, diríamos que deste modo, com duplicada guarda, maior segurança teve o escoltado.

Se os encararmos pelo lado pessimista, a PSP não fica bem no retrato, mostrando o que poderá eventualmente ser uma ânsia de protagonismo, pouco consentânea com aquilo que deve ser a discreta eficácia dos seus serviços.

Aliás, ainda há pouco, essa postura foi evidente nas declarações do director-nacional da PSP, Manuel Magina, à saída de reunião com o Presidente da República e acerca da fusão do SEF com a força que dirige, declarações que levaram o ministro da tutela, Eduardo Cabrita a afirmar que a projetada reforma no âmbito do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras seria anunciada “de forma adequada” pelo Governo “e não por um director de Polícia”.

 

 

 

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