Viseu agita-se numa onda crescente de actividades de índole cultural. Gratificante constatação que veio combater o marasmo dos 4 anos anteriores de administração autárquica, denotativa de parca criatividade e despreocupação com este sector.
Se bem que a noção de cultura possa ser mais abrangente do que a Via Láctea, percebe-se um interesse, um esforço, um agir, uma agitação, uma implementação de “eixos culturais” a saírem do papel para o quotidiano dos munícipes e, claro, também geradores da consequente atracção turística.
Deste louvável paradigma primacial, já se passou das ideias aos visíveis actos. E quando tal dinâmica acontece, em torno dos projectos congrega-se um colectivo capaz e interventivo, aquele pronto a prestar bom serviço e este ansioso de o receber.
É também curial perceber que os autarcas o entenderam, com o seu olhar abrangente para colmatar óbvias lacunas e, também, entusiasmar franjas etárias emergentes e muito alheadas/desiludidas pelas atitudes de uma práxis autárquica apática e indiferente.
Então quando a cultura vivifica, gera animação, traz riqueza e sensação… a cinzenta vida ganha mais cor, as instituições indiferentes e inertes saem do seu torpor, os “players” vêm à liça, a “inquietação” desperta e o concelho seiva-se com esta vital energia.