Este início de semana traz mais um aumento do preço dos combustíveis.
A gasolina sobe 7,4 cêntimos por litro e o gasóleo sobe 12,3 cêntimos.
É muito. É demais… Sim, sabemos que é o conflito Irão/Israel/EUA, mas…
Em Portugal, o que não sobe são os salários dos trabalhadores e as pensões dos aposentados, que cada dia que passa fazem mais um furo nos já apertados cintos.
A especulação também vem a reboque de qualquer conflito mundial, sempre atentíssima a uma oportunidade para encher os bolsos dos já gordos acionistas.
Acontece com as petrolíferas, com as grandes superfícies, com as gasolineiras…
Aliás, lembremo-nos que foi no governo de Durão Barroso, entre 2002 e 2003 (PSD/CDS-PP) que ocorreu a liberalização dos preços dos combustíveis, acabando com a fixação dos preços pelo Estado. Ao passar para o regime do preço livre, tal redundou num aumento oportunista dos preços por parte das gasolineiras.
Enfim, uma de entre muitas consequências do neo-liberalismo desenfreado, tão do agrado das grandes empresas e seus patrões.
Banqueiros e patrões que andam muito felizes também com a ministra do Trabalho, Rosário Ramalho, que quer a todo o custo colocar no terreno uma Lei Laboral em benefício daqueles e em detrimento dos trabalhadores. Claro está que o faz com o mais amplo aval de Luís Montenegro, isto se não for deste a iniciativa de tal atentado laboral.
De todos estes aumentos e atropelos aumenta também e consequentemente a precariedade da vida de pelo menos de 95% dos portugueses, que os outros 5% ou menos, cada vez mais nédios, entoam loas a este governo, que parece existir para apenas para acautelar os seus interesses…