As filas de espera ou o desrespeito pelo utente

Num caso e noutro, longas e desordenadas filas de idosos, de mães com carrinhos de bébé, de gente com cara de desespero, literalmente debaixo de um sol abrasador, sem se perceber da presença de alguém, responsável ou segurança que desse resposta às dúvidas e anseios das pessoas ali presentes.

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  • 12:07 | Quinta-feira, 23 de Julho de 2020
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Dificilmente encontraremos no nosso dia a dia alguém a quem esta pandemia não tenha obrigado a adiar compromissos, decisões, rotinas ou um simples exame médico. Não fujo a essa regra e há dias apercebi-me das implicações que isso acarreta, porquanto ao ter adiado um check up regular, percebi estar ultrapassado o prazo de realização dessas análises sanguíneas. Solução: voltar ao centro de saúde no edifício da Segurança Social e ali solicitar nova requisição. Ali chegado, depois de ter passado pelo centro da cidade e ter ficado chocado com o panorama na frente da CGD, encontrei igual cenário.

Num caso e noutro, longas e desordenadas filas de idosos, de mães com carrinhos de bébé, de gente com cara de desespero, literalmente debaixo de um sol abrasador, sem se perceber da presença de alguém, responsável ou segurança que desse resposta às dúvidas e anseios das pessoas ali presentes.

Desisti, desgostado com o que vi, por perceber que há certamente soluções para que aquela situação não acontecesse e se não há, criam-se. E o exemplo é tudo e tem que vir de cima, sempre! Só se lidera pelo exemplo, Agustina Bessa-Luís dixit.
É facto, sublinho, que encontrei resposta rápida, funcional e relativamente eficiente no portal do SNS e nem dois dias após ter enviado e-mail à médica de família tinha na minha posse a nova requisição. Não é só simpática presencialmente como é rápida no teclado despachando os inúmeros emails e telefonemas que certamente receberá diariamente.

É facto que estas instituições criaram alternativas fáceis e acessíveis para dar resposta aos pedidos mais básicos e que obrigavam as pessoas a deslocarem-se a estes locais, evitando que agora em ambiente Covid-19 isso aconteça, porém todos sabemos que infelizmente ainda há quem por razões económicas, por condição social ou iliteracia digital não tenha acesso às novas ferramentas da comunicação e, só presencialmente pode ver resolvido a sua situação de saúde ou bancária, nos casos apontados.

É facto que a grande maioria das instituições seguiram as recomendações da DGS e organizaram-se para prover uma resposta rápida, em qualidade e em segurança aos cidadãos, criando percursos de entrada e saída distintos, percursos de circulação diferenciados, zonas de  espera com distanciamento social indo até às marcações no solo para orientar os utentes, locais de desinfecção das mãos, etc… mas por algum motivo que desconheço e que não posso deixar de apontar como negativo os Centros de Saúde e a CGD ainda o não fizeram, pelo menos até ao momento em que deixo este desabafo, em nome de quem não tem voz.

Se atentarem nas fotos que anexo a esta crítica, certamente que com facilidade vislumbrarão formas mais ou menos expeditas, mais ou menos trabalhadas ou até porventura mais ou menos exigentes que poderão ser implementadas, por forma a melhorar o bem estar e segurança das pessoas e, por via disso a qualidade do serviço prestado.

Todos têm a ganhar se a CGD, cujo gerente desconheço, mas quero acreditar será um bancário responsável e profissional, encontrar uma outra solução para evitar aquela imagem de terceiro mundo no centro nevrálgico da cidade, que por agora se verifica. Todos têm a ganhar se a ARS, cujo responsável conheço e quero crer que até pela experiência pessoal vivida, em coordenação com os centros de saúde ali instalados, defina normas e procedimentos para evitar que quem ali vai tratar da saúde dali saia ainda mais doente. Não duvido que isso irá acontecer no mais curto prazo possível para bem de todos, utentes e serviços.

A luta contra o Covid-10 ainda não acabou e é necessário que todos os dias, em todas as circunstâncias, cada um, do cidadão que também terá que colaborar e cumprir com as regras que lhe recomendam, ao segurança e autoridade que terá que fazer cumprir essas normas em prol da segurança do colectivo, terminando no responsável pela gestão que definirá essas normas, cooperem para que todos se sintam seguros e confiantes para enfrentar o dia a dia, sem o medo do amanhã.

Acredito que em breve não haverá motivos para que quer na CGD, quer no edifício alto da Caixa os viseenses se queixem!

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