Os resultados eleitorais de ontem evidenciaram o quanto os portugueses pugnam e acarinham a Democracia.
Num contexto globalmente adverso pela devastação provocada pelas tempestades que nos assolaram, soubemos, maioritariamente, exorcisar os espectros passadistas e as assombrações messiânicas invocadas para salvar do apocalipse Deus, a Pátria e a Família.
Assim invocada tríade na boca escancarada dos vendilhões do templo, que, sem nenhuma decência mas com muito oportunismo, se servem de todos os meios ao seu alcance para escadote dos seus mais tenebrosos desígnios.
Nos discursos da noite, Seguro, na sua serenidade e inclusão, distanciou-se infinitamente do discurso ressabiado, nervoso, irritado, presumido e pretensioso do derrotado. Derrotado que se diz o líder da direita portuguesa (ou da extrema-direita?) ameaçando o governo da AD de em breve o “escaqueirar”.
Montenegro que se cuide, o primeiro-ministro que se deixou ficar acanhado (isto é um eufemismo…) e comodamente postado a meio da ponte, recusando-se a apoiar Seguro, vindo na noite eleitoral com um discurso tartamudo e oco dizer nada mais que balbucios ténues e sem significado.