A Fundação Nobel, cada vez mais politizada e afastada dos seus primaciais princípios, atribuiu o Prémio Nobel da Paz a Maria Corina Machado, a venezuelana opositora de Nicolás Maduro, que pela paz não terá feito nada de relevante, antes pelo contrário sendo uma maratonista a correr em pista própria pelo poder pessoal que a guindaria, mais tarde ou mais cedo a líder do seu país.
É consensual aceitarmos que Nicolás Maduro foi um déspota para quem os Direitos Humanos, a democracia e a liberdade são palavras ocas. É longa a lista dos crimes que lhe são imputados. Esta realidade não está aqui em causa.
Trump acaba assim por ser pioneiro, mais uma vez, desta feita ao receber um Prémio Nobel da Paz em 2ª mão, não da Fundação sueca, mas sim das mãos de alguém que quer a todo custo agradar-lhe para, em troca, ter o seu apoio para se guindar à liderança da Venezuela.
A Fundação Nobel, perante esta situação, deveria ter a hombridade de cancelar o prémio concedido a Corina Machado e mais, deveria rever, sob pena de se desacreditar totalmente, os critérios das suas escolhas.
