Os carrascos da Humanidade

Acresce que estes novos ogres, estas aberrações desumanas, na sua bestialidade, ainda por cima são negacionistas, lançando ao mundo, com os poderosos instrumentos comunicacionais de massas ao seu alcance, a negação e rejeição de tudo quanto está cientificamente provado, ecologicamente validado e ambientalmente atestado, acerca do arrasamento planetário.

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  • 15:45 | Sábado, 07 de Fevereiro de 2026
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A palavra “pátria” tem a sua origem no latim, tal como pai (pater) e vem de “patrius”, terra dos antepassados e terra paterna.

Isso dito e à laia de prelúdio, a nossa pátria, Portugal, nos últimos seis meses foi cenário e palco de devastadores incêndios, que segundo dados mais alargados do ICNF, de 1 de Janeiro a 15 de Outubro, na sua base de dados nacional, registou um total de “8 235 incêndios rurais que resultaram em 269 085 hectares de área ardida, entre povoamentos (124 530 ha), matos (115 594 ha) e agricultura (28 961 ha)”.

De seguida, como se fosse um encadeamento de pragas bíblicas, a sucessão de tempestades, depressões e demais fenómenos atmosféricos excepcionais – até nas suas consequências extremas – pôs o país em estado de calamidade, de alerta máximo, com consequências humanas e materiais terríveis, mormente nas zonas mais afectadas, as ribeirinhas e a zona centro, numa oscilante e constante bipolaridade, colocando o país em curto espaço temporal a “ferro e fogo”.


Portugal, a nossa terra, país e pátria é onde mais sentimos os cataclismos e a desgraça dos nossos compatriotas. Mas não deixa de ser, no mundo global, uma ínfima parte do catastrófico estado de um planeta consciente e barbaramente alterado pela desmedida ganância de alguns em detrimento da miséria de milhares de milhões.

Muitos dos governantes, mais do que servirem quem os elege servem os infindáveis, sinistros e insaciáveis lóbis sem rosto, da agiotagem internacional invisível e tentacular, com desprezo por tudo que não seja a astronómica e incomensurável riqueza daqueles que perversamente servem.

E para quê? Para se auto atribuírem durante o curto espaço de uma vida todas as sibaríticas fortunas e as mordomias que carreiam. Esses oligarcas velados, de passagem, a prazo, também morrem. Felizmente. Infelizmente tarde. E eles e os governantes caídos nas suas mãos e nas suas teias, na sua finitude, porém, deixam atrás de si um abismo de destruição que, na maioria dos casos, já se irreversibilizou, ficando a nefasta herança para as gerações vindouras, dum apocalipse conscientemente gerado e não impedido pelas vítimas que dele sofrerão atrozes consequências.

Ademais, esta década de 20 do século XXI, tem visto surgir os piores monstros de todos os tempos só igualados por estalines e hitlers de há 8 décadas.

Acresce que estes novos ogres, estas aberrações desumanas, na sua bestialidade, ainda por cima são negacionistas, lançando ao mundo, com os poderosos instrumentos comunicacionais de massas ao seu alcance, a negação e rejeição de tudo quanto está cientificamente provado, ecologicamente validado e ambientalmente atestado, acerca do arrasamento planetário.

Portugal, colateralmente, como tantas outras nações, já está a sofrer os desaires destes perpetradores do mal, destes criminosos, destes executores da Humanidade.

A má notícia é que a cada ano que passa piores vão ser os frutos da indignação de uma Natureza, agredida, ofendida e muito zangada.

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