“…um jornal informativo, republicano e liberal” ???

por Paulo Neto | 2015.10.16 - 12:38

 

O Diário de Coimbra, de Aveiro e de Viseu têm várias coisas em comum. A começar na sua propriedade e a acabar na sua direcção.

Têm em comum serem regionais, da zona centro e viverem praticamente da publicidade institucional que recebem.

O seu director tem o direito a ser da esquerda, ou do centro, ou da direita. Pois tem.

E tem também o direito de “vender” as suas posições político-ideológico-partidárias aos seus leitores. Pois tem.

Tem também o direito a ser isento ou não. Parcial ou não. Pois tem.

E tem também o direito de fazer um Editorial-peça-única para sair nos três órgãos de comunicação social referidos. Com as “nuances” territoriais. Pois tem.

Nos temos o direito a lê-los ou não. Pois temos.

Mas fundamentalmente, temos o direito de dizer ao seu director para meter os preciosos conselhos onde bem mais lhe aprouver e der gozo. Pois temos.

 

http://www.diariocoimbra.pt/noticias/editorial-diario-de-coimbra-e-o-actual-momento-politico

https://www.facebook.com/diarioviseu/posts/1011910668872030?__mref=message_bubble

http://www.diarioaveiro.pt/noticias/editorial-diario-de-aveiro-e-o-actual-momento-politico

 

 

 

Diário de Viseu

14/10 às 9:02 · Editado ·

Editorial

Diário de Viseu e o actual momento político

Neste período pós eleitoral de grande incerteza sobre o futuro governo do País, com riscos graves de instabilidade política comprometedora da continuidade da recuperação económica, que ainda é muito frágil, importa reafirmarmos os princípios que orientam o Diário de Viseu, que constam do seu Estatuto Editorial, e o posicionamento do jornal no actual momento político.

O Diário de Viseu assume-se, desde a sua fundação, como um jornal informativo, republicano e liberal, ao serviço de Viseu e da Região das Beiras, defensor de causas que interessam às suas gentes, da Liberdade de Imprensa, da livre iniciativa privada, da economia de mercado e da sã concorrência, do combate aos monopólios, à burocracia, ao centralismo do Estado e a quaisquer ideologias colectivistas, totalitárias, fascistas, comunistas ou outras, que alienam e escravizam os seres humanos. Defendemos a regionalização do País bem como a plena integração e unificação europeia, numa Europa federada, numa Europa das Regiões e dos Cidadãos, dado estarmos convictos que é na Europa e na partilha dos seus valores (de democracia, de liberdade, de economia de mercado, de moeda única, de defesa comum, entre outros) que a grande maioria dos portugueses se revê, como cidadãos europeus de pleno direito que também somos, conforme tem sido expresso nos diversos actos eleitorais.

É pois com preocupação que estamos a assistir a uma aparente deriva esquerdista radical por parte do actual líder do Partido Socialista que, apesar de ter perdido as eleições, parece querer aceder ao poder a todo o custo, mesmo com apoio dos partidos da extrema esquerda que defendem ideologias comunistas totalitárias que nada têm a ver com a vontade da grande maioria dos portugueses, nem mesmo, estamos em crer, com a vontade da maioria dos que votaram no Partido Socialista.

Todos os que vivemos os tempos conturbados do processo revolucionário de 1975 (o PREC de má memória) nos lembramos bem dos desmandos e dos grandes prejuízos causados ao País, quando os comunistas estiveram no poder. Desde logo quando tentaram suprimir as liberdades individuais, a começar pela Liberdade de Imprensa ao tomarem de assalto quase todos os jornais, incluindo o “República”, do próprio Partido Socialista, no intuito de silenciarem os opositores, visando a implantação de uma ditadura ao estilo soviético.

A bem do País, e da confiança dos agentes económicos indispensável ao crescimento e à criação de emprego, esperamos que impere o bom-senso no Partido Socialista, que esta associação perversa com a extrema esquerda não venha a concretizar-se e que não se repita em Portugal o triste exemplo a que assistimos este ano na Grécia com o Syrisa, que agravou o empobrecimento do povo grego.

O Diário de Viseu manter-se-á fiel aos princípios do seu Estatuto Editorial e não deixará de combater este cenário tão negativo para o País se o mesmo vier a concretizar-se. Continuaremos na mesma linha, ao serviço dos nossos leitores, assinantes e anunciantes, que são a nossa única razão de ser, a quem agradecemos a preferência e o apoio que nos têm dado.

A todos o nosso Bem Haja.

Adriano Callé Lucas