Um governo sério ou de malfeitores?

por Paulo Neto | 2014.06.18 - 18:21

 

A resposta do Tribunal Constitucional ao Governo, de tão dura e seca até arrepia.

O Governo, de forma arteira e dilatória, requereu esclarecimentos sobre o artº 33 da Lei do Orçamento de Estado para 2014. E o TC fez-lhe a vontade. Mas… só faltou mesmo mandá-los, aos “xico-espertos” do Governo, para a escolinha estudar.

“Desatendido o pedido”, fórmula final, elegante, para o remate da bofetada. Ademais… por unanimidade de todos os juízes que integram aquele órgão de soberania.

Entretanto, reincidente, o primeiro-ministro já está a estudar – coisa que lhe fica e faz  bem, o estudo, claro – nova fórmula para ir cortar as pensões dos reformados e para mais um ataque à função pública.

E porém, num programa televisivo de 5ª feira à noite – o que só terá sido publicado no Jornal i – Manuela Ferreira Leite terá declarado que “o governo Coelho-Portas fez uma reserva oculta de 533 milhões de euros no Orçamento de Estado de 2014;

que tal reserva daria para cobrir folgadamente as consequências do chumbo no TC e ainda sobrariam 200 milhões;

que a sanha persecutória do governo contra os aposentados não tem qualquer razão de existir;

que desconhece a que se destina o enorme “fundo de maneio” de 533 milhões de euros à disposição da ministra das Finanças…”

Será possível que isto seja a verdade factual?

É que a ser verdade, trata-se de uma eventual e monstruosa malfeitoria perpetrada por autênticos “cérebros do mal”, além de ser uma ignominiosa falácia acerca da realidade financeira do país.

Mais, estas palavras terão sido proferidas por uma considerada social-democrata, ex-ministra de mais que uma pasta, Finanças incluída. Ou seja, a oposição ou está de férias ou, como no PS, assiste a um jogo de matraquilhos Costa-Seguro.

Finalmente, porque foi tudo isto calado? E a imprensa nacional, com a excepção referida, meteu-se em “copas” porquê?

Ordens da “velha raposa”?

Deixamos ao qualificado leitor a resposta à dúvida angustiante que o título exprime.