Sernancelhe? Hoje, amanhã e depois!

por Paulo Neto | 2014.06.27 - 11:09

 

Há quem diga que os tempos não vão para festas. Com muita razão. Porém, se damos total acolhimento à depressão que o dia-a-dia nos traz nos mais insignificantes pormenores, vamos direitos a um psiquiatra. Antes na taberna que na farmácia, diz o povo!

Há festas e festas. Monsieur de La Palisse não o diria melhor. Onde não há imaginação nem capacidade de realização, nada melhor que, por exemplo, uma feira medieval. Camelos, ursos, papagaios, serpentes e seus encantadores, macacos, burros, cruzados, aias e lança-chamas pelos ouvidos começam a ser próspero negócio. Basta comprar 1 pack mais aprimorado e até a bailarina arábica da dança do ventre vem incluída, como opção mais ilustrada dos recônditos Tempos da Noite. E pronto. Durante dois ou três dias, entre vilões, duques e bufões lá se comem uns torresmos de javali, bebem-se uns canadões de briol e debaixo das charamelas e arautos, pandeiretas no ar, voltamos à Idade Média, que foi das “trevas” porque ainda não havia a EDP e a China era uma miragem…

As Cavalhadas de Vildemoinhos, por exemplo, nos seus quase quatro séculos de existência, são um produto genuíno, uma marca de excelência e uma tradição em todos os Trambelos arreigada. Este ano, a meteorologia foi-lhes adversa. Mas é rija a têmpera daquela gente. Domingo, às 15H00 repete-se o desfile… Abençoados!

Sernancelhe é neste domínio (e noutros) uma autarquia exemplar. Há muitos anos – muitos – que nos habituou a um papel relevante de agente cultural. Na música erudita, na música popular, na Academia de Música, na literatura, no desporto, nas artes, em geral.

Agora criou o SER+Cultura, uma marca feliz, porque Ser…nancelhe é exactamente isso!

Este fim-de-semana, a começar hoje, 6ª feira, pelas 18H00, Sernancelhe proporciona-nos dois dias e meio em “non-stop” de actividades variadas que se complementam e conjugam num todo harmonioso e diferente. Exclusivamente no núcleo histórico da vila serão ofertados 50 espectáculos com 170 intervenientes. Haverá música, muita música, do concerto de piano ao fado, passando pelas bandas, concertinas e trompas, até à literatura, ao teatro, à animação de rua, às exposições de pintura, escultura, fotografia, à gastronomia, ao desporto, etc.

Uma equipa com criatividade, genica, empenhamento e com muita dinâmica, a começar no executivo camarário, sempre de mangas arregaçadas, que põe tudo a rodar num imenso sururu…

Se o público não faltar, teremos aqui mais um sucesso e um evento a marcar nos nossos calendários. Já agendou?