Os políticos e o futebol: excessivos ou excedentes?

por Paulo Neto | 2014.03.10 - 14:17

Este Editorial será telegráfico e começa com uma declaração de pormenor: não percebo nada de futebol e já não me lembro de ter assistido a um jogo, senão, quando em miúdo, o Sátão brilhava no pelado acascalhado… Os factos aqui escritos foram-me dados a conhecer pelo Compadre Zacarias.

Domingo o Académico de Viseu jogou com o Sporting B e ganhou por uma bola a zero. Um resultado destes é estimulante e psicologicamente animador. Para a equipa, seu treinador, sua direcção e seus adeptos. Também para Viseu.

De entre os políticos presentes, Ruas pontificava em triúnviro. Este não falha. Até de Bruxelas há-de vir…

Deputados do PSD não estavam à vista. Do actual Executivo camarário, nem presidente nem vereadores. Nem um era visível.

Junqueiro, pelo PS e Hélder Amaral pelo CDS/PP eram os deputados presentes e os vereadores consistentes.

Da Junta de Viseu, Jorge Azevedo, do CDS/PP…

Em boa verdade, nem todos podem gostar de futebol. Pede-se é um mínimo de coerência. Ou seja, que não apareçam, fervorosos, aferventados, de cachecol ao pescoço e bandeira nas mãos durante o mês que antecede as eleições.

É que sujeitam-se a que alguém pense que o fazem por mero oportunismo, para serem vistos e mendigarem votos. No fundo, a fazerem de contas que estão com as instituições representativas de Viseu…

O leitor que é inteligente percebe tudo isto e muito mais. Peço-lhe pois desculpa pela lembrança.