Os “inconseguimentos” de uns e os sucessos de outros…

por Paulo Neto | 2015.05.31 - 23:46

 

 

Já abordei este tema mais que uma vez. Talvez esta repetição seja motivada por meu espanto…

Hoje fui a Sernancelhe. Infelizmente não pude estar durante a manhã no açude do rio Távora que acolheu mais de seis centenas de competidores do Campeonato Nacional da modalidade de canoagem. Porém, o nosso leitor não fica sem a reportagem porque a Ana Rita André disponibilizou-se para escrever sobre o evento, brindando-nos com um excelente texto e fotos que pode ler na rubrica “Última Hora”.

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Mas assim apanhei uma abertura no meu curto dia para lá me dirigi correndo… Festejava-se o dia da Criança e da Leitura. O multi-usos regorgitava de jovens, crianças e adolescentes, às centenas. Havia juventude, havia bulício, vitalidade e cor. Muitos livros expostos, manuseados, adquiridos. Exposições das escolas. Stands de actividades várias, do lúdico à saúde, com jovens médicos, inclusive, a atender dezenas de pessoas, tirando o peso, a altura, a tensão, fazendo testes diversificados…

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Montou-se uma pista para os karts a pedais, com recriação de situações de condução e sinalética real. Havia insufláveis para as diversas idades, dos mais pequeninos aos maiorzinhos…

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E não havia atropelos, nem berrarias, nem desmandos… fruto de gente bem educada a participar e a congratular-se por essa oportunidade e uma organização “maníaca” da precisão e do rigor, que faz questão de uma quase infalibilidade excepcional.

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Para mais, concelho culturalmente rico e abrangente nas actividades que propõe e disponibiliza, que vão desde a música à literatura, agora também com forte ênfase desportiva.

Sem desperdícios dos dinheiros públicos, com uma gestão rigorosa, muito trabalho e empenhamento de TODOS conseguem-se resultados fantásticos.

a ponte

 

a capa

a idosa

a bola 2

Ontem, sábado, em Viseu, umas centenas de meninos aderiram a uma festa chamada “run-qualquer-coisa”. Traziam com suas mamãs umas teeshirts apropriadamente laranja e luzinhas a acender a modos de pirilampos. Foi bonito de ver tanta luz na noite viseense. A “coisa”  foi importada pelos “génios” pensantes que estertoram neuronialmente aqueles vagidos de ideias. Porém, o importante foi congregar na capital do distrito, futuro Património Mundial da Humanidade, umas centenas de jovens que deram vida às ruas habitualmente desertas da urbe que exsuda do “casco histórico”.

E ao fim, não foram servidos a todos uns sorvetes de tinto porque — graças a Deus — ninguém dentre o genial staff  disso se lembrou…