Os 8 melhores e o pior autarca do distrito

por Paulo Neto | 2015.05.03 - 12:23

 

 

O essencial faz parte daquilo que é imprescindível a um viver com um mínimo de qualidade. Depois, vem o acessório, que é o conjunto de coisas que poderá dar algum sabor suplementar à existência.

Neste contexto, qualquer autarca minimamente inteligente, cores políticas e orçamentos à parte, sabe que o seu concelho deve proporcionar o essencial aos seus munícipes, que a boa gestão autárquica vive mais para dentro do que para fora e que, afanosamente, deve fazer tudo ao seu alcance para que quantos vivam no seu território tenham moderados impostos, infra estruturas operativas funcionais, boas acessibilidades e funcionais transportes públicos, saúde e educação de qualidade, emprego, um comércio próspero e, se possível, uma indústria activa.

Um autarca tem como função primordial servir todos os seus munícipes, auscultar os seus anseios, conhecer milimetricamente todas as realidades, as necessidades, as carências e os desejos do colectivo. Atrair investimento para gerar emprego e riqueza com incentivos à fixação, à estabilidade vivencial, ao equilíbrio económico, ao crescimento demográfico e, uma particular atenção aos idosos, à total erradicação das bolsas de pobreza, exclusão, marginalidade e criminalidade.

Depois de ter dado, com o possível êxito todos estes passos, deve ter a competência e o saber de implementar medidas culturais coerentes, numa lógica de bem-estar abrangente, proporcionando o acesso à recreação numa interacção com fio condutor, objectivos e públicos diversificados bem definidos, na sede do concelho e em todas as freguesias.

A juntar o útil ao agradável, além de ser um impoluto gestor da coisa pública, deve ter a inteligência de saber rodear-se de uma equipa competente, motivada,exigente, a trabalhar no terreno com estratégias e alvos bem específicos, ao invés de parasitas políticos e os de sempre subsídio-dependentes sem qualquer mérito.

Deve pautar-se nos seus actos pelo modelar exemplo, simplicidade, bom rigor, práticas de transparência e de diálogo. Não deve usar de subterfúgios técnicos para envernizar a verdade, mas sim dos mais claros princípios da dinâmica transparência.

Ele é, acima de tudo, um servidor dos seus munícipes e do seu município. A sua pessoa e o seu protagonismo serão irrelevantes e uma provinciana cartilha de mau-gosto e/ou quando reiteradas, óbvio objecto de disfuncionalidade e patologia comportamental.

Não há autarcas perfeitos. Mas há muitos autarcas imperfeitos que, mal se alcandoram ao poder da edilidade, apenas têm como vital preocupação a privilegiação do amiguismo, o estabelecimento das teias de influências que lhes esteiem a cíclica reeleição, o aumento do seu poder pessoal e dos lóbis que o garantam e consubstanciem e, cereja em cima do bolo, numa imune autocracia, o bem-estar e prosperidade da sua clientela partidária.

Será possível encontrarmos autarcas, verso e reverso desta moeda? Claro que sim.

No distrito de Viseu há, estimativamente e por estes critérios mais ou menos objectivos 8 bons autarcas12  autarcas que classificamos de suficientes e 4 maus autarcas.

Entre os primeiros, 5 são do PSD e 3 do PS, entre os segundos 6 são do PSD e 6 do PS, entre os terceiros 2 são do PSD e 2 do PS…

Adivinhem quem?

Deixa-se uma referência: São as seguintes as câmaras do PS – Carregal do Sal, Castro Daire, Cinfães, Mangualde, Moimenta da Beira, Nelas, Penalva do Castelo, Resende, Santa Comba Dão, São Pedro do Sul e Vila nova de Paiva.

As câmaras do PSD – Armamar, Lamego, Mortágua, Oliveira de Frades, Penedono, São João da Pesqueira, Sátão, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Tondela, Viseu e Vouzela.

Se há autarquias que receberam dos seus antecessores cofres vazios, como por exemplo, Mortágua, outras há que herdaram cofres cheios, como por exemplo, Viseu. E tal facto é por si só altamente condicionante e relevante para o exercício concreto do mandato, não permitindo nada ou tudo permitindo. 

E há aqueles que, por exemplo em 3 mandatos sucessivos, mais não fizeram e fazem que se endividar galopantemente, criando uma situação de quase insolvência financeira no seu município, como é o caso da Lamego.

Ponderando estes e outros critérios, analisando obra feita, documentos vários, dilucidando as boas e más heranças recebidas e analisando o “Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses,” consideraríamos os 3 melhores autarcas do PS, por ordem alfabética, os de Mangualde, Moimenta da Beira e Vila Nova de Paiva. Os 5 melhores do PSD, por ordem alfabética, os de Oliveira de Frades, Penedono, Sátão, Sernancelhe e Tondela.

Agora, para se entreter, construa o leitor o resto do puzzle…