Contra os abusos, vigie os débitos directos nas suas contas…

por Paulo Neto | 2015.05.04 - 10:53

 

Começa a alastrar por toda a parte a rejeição dos débitos directos.

O que são débitos directos? São autorizações que um cliente concede a uma entidade prestadora de serviço(s) para ir directamente à sua conta proceder à cobrança.

Contudo, ultimamente têm-se verificado casos de abusos sistemáticos e nomeadamente por entidades supostamente passíveis de toda a credibilidade.

O cliente/utente olha para um extracto bancário e atónito constata diversos e inexplicados débitos directos da mesma entidade.

E agora, mais do que nunca, com a liberalização de certos fornecimentos de serviços, como por exemplo a electricidade, parece ter-se entrado num descontrolo inexplicável.

Por isso, caro leitor faça como eu, na seguinte situação:

Depois de ter visto um débito directo na conta, ao constatar poucos dias depois outro débito de trezentos e muitos euros, sem explicação, porque essas entidades só explicam os seus actos discricionários após longa e morosa batalha burocrática e muitas horas de paciência requeridas a falar com funcionários “formatados” em chapa 5, dirigi-me ao balcão da agência bancária e procedi à imediata anulação desse débito, cujo montante, na hora, voltou à procedência. Em geral, tem 6 dias úteis para o fazer.

A partir daqui exija à entidade “credora”, por CR c/AR explicações cabais e bem fundamentadas do débito desse montante. Ou então, aguarde que o contactem e, nessa hora, exija explicações escritas, informe de imediato que vai gravar a conversa para salvaguarda das partes e accione o gravador do seu telemóvel.

Entretanto, apresente reclamação à ERSE, requerendo a sua intervenção:

http://www.erse.pt/pt/aerse/Paginas/default.aspx

por esta via:

http://www.erse.pt/consumidor/Paginas/pi_recl_e.aspx

 

Profilactica e cautelarmente vigie o extracto da sua conta bancária, pelo menos uma vez por semana e, se houver reincidência desse tipo de débitos em situações que considere irregulares, não hesite, dirija-se cumulativamente à GNR ou PSP da área da sua residência e apresente queixa por abuso de confiança.

Além disso, acabe com os débitos directos, exija factura mensal inequivocamente esclarecedora e efectue o pagamento do serviço por Multibanco.

Sobre este assunto, leia mais aqui…

http://www.publico.pt/economia/noticia/debito-directo-1690354

e aqui…

http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/credito/detalhe/debitos_directos_rejeitados_disparam_75.html

Nota: SEPA = Área Única de Pagamentos em Euros

 

PROTEJA-SE! ELES ANDAM POR AÍ…