O vómito bancário

por Paulo Neto | 2014.08.04 - 10:04

 

É isso, um vómito, uma náusea, um nojo… falar de banqueiros e de golpadas.

Hoje, a Antena II no seu noticiário das 09H00 dizia que não tinha havido corrida às agências bancárias do BES, por parte dos depositantes,  e que a PSP estava atenta…

Está atenta à corrida para fora dos bancos? Dos novos assaltantes que moram lá dentro e, como antigamente, deixaram de vir de fora?

Não vou escrever sobre esta enxurrada fétida…

O NOVO BANCO precisa de 5 mil milhões de euros. Que o Governo garante.

Afinal, os cortes nas pensões e nos salários permitiram poupar para cobrir os desmandos de um banqueiro que, entre dezenas de outras, tem “quintas” no Maranhão maiores que o Algarve inteiro…

Carlos Costa, o governador do Banco de Portugal anunciou que sabia da “tramóia” desde meados de 2013.

O Carlos Costa que os” lambe-cus” do costume andaram para aí a louvar na sua celeridade. Está bom de ver que foi mais rápido que o paralítico-Constâncio com o BPN… Mas só um bocadinho mais.

As entidades supervisores e reguladoras têm demonstrado inépcia, incompetência, negligência e incúria face às grandiosas fraudes cometidas, a última, já com a administração suspensa, de 1,5 mil milhões de euros…

Reescreva-se a História. Alves dos Reis já não é o maior “burlão” português…

E da parte do Governo nem uma palavra nesta 2ª feira-negra.

Assobiam para o ar e dão um mergulho na Manta Rôta.

Agem nos bastidores. Para salvarem os amigos.

Como no BPN, que mais parecia uma espécie de filial do PSD, onde refocilavam ex-secretários de estado e ministros de Cavaco… O mesmo Cavaco que há dias afirmou aos microfones da TSF: “Portugueses podem confiar no Banco Espírito Santo”.

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=4038266#.U96p6hxhlo0.facebook

O meu amigo A. de Matos, que é notário e sabe o que diz, comentou com pertinência e clareza: “Paga o fiador, se não paga o devedor…!”

Infelizmente, em Portugal, o fiador, alheio a todas estas tretas rocambolescas, o pagante, é sempre o mesmo: o Zé Povinho!