Expovis ou Marca Viseu, em que ficamos?

por Paulo Neto | 2014.08.03 - 11:26

 

Esta edição 2014 da secular Feira de S. Mateus – já vai na 622ª … – é a primeira daquilo que Almeida Henriques afirma ser “início de um novo ciclo da Feira de S. Mateus”. Ignoramos se se refere à ausência de José Moreira se a um novo formato de Feira Franca – que não o é e os bilhetes até encareceram – prenhe de fantásticas novidades, inovações e soluções. Viseu merece. A Feira também merecia melhor slogan que o kitsch “up and in” “NÓS FEIRAR”. E merecia melhor cartaz. Pena foi que não vissem com atenção a exposição que o ano passado esteve patente, organizada por Alberto Correio, com dezenas de cartazes de anteriores edições e aí fossem buscar alguma criatividade. Este, segundo o compadre Zacarias, parece um cartaz de festa de aldeia raiana…

A Expovis era segundo alguns uma “má empresa”, mas sempre foi dando para pagar avenças e assessorias. Desde a sua “insolvência” e aparecimento da “Marca Viseu”— que o CDS-PP acusou em requerimento de estar “ferida de diversas ilegalidades” – a Expovis desapareceu (desapareceu?) e agora, de toda esta “mortandade” habilidosa se espera uma vital “ressuscitação” pelo aceno da batuta do actual maestro camarário.

Nos dois links infra e sobre este assunto, pode ler um editorial da nossa autoria com o requerimento do CDS-PP e um trabalho de pesquisa da autoria de Pedro Morgado:

http://www.ruadireita.pt/editorial/a-embrulhada-expovis-4534.html

http://www.ruadireita.pt/ultima-hora/expovis-do-lucro-aos-prejuizos-4183.html

 

Porém, se águas passadas não movem moinhos e apesar do imbróglio que ainda está por desenvencilhar, se muito se espera desta edição da Feira de S. Mateus, diz quem sabe que nada há a espantar nem a “arrelampejar” olho de surpresa…

Sem querer ser ave de maus augúrios e no entendimento de que o benefício de dúvida deve, por ora, permanecer, ficamos a aguardar o seu maior sucesso.

A Feira de São Mateus tem importância, peso e tradição suficientes para não andar ao embalo de colinhos de “matronos interesseiros”.

Mas eles andam por aí, a tudo quererem “abichar” e em tudo deixando um rasto de ruína e perdição.

Até na Gestin… http://www.ruadireita.pt/editorial/a-gestin-e-uma-historia-mal-contada-2361.html

 

Acabamos este editorial parafraseando a parte final do requerimento do CDS-PP supra citado, e apresentado em reunião do executivo camarário de 19 de Junho passado:

“Começa de facto, a ser chegado o tempo de que mais que marketing saloio e importado à medida de outros espaços geográficos e redesenhado à medida de interesses pessoais instalados se comece a mostrar trabalho que resulte em melhoria da real qualidade de vida e do futuro dos viseenses. A não ser assim, os 120 mil euros da passadeira em Ribafeita serão curtos para o pagamento das muitas promessas que o Executivo teima em fazer diariamente. “

 

Mais informações sobre o evento no seu site: http://www.feirasaomateus.pt/2014/