O nervoso miudinho de Almeida Henriques

por Paulo Neto | 2016.04.04 - 14:57

 

 

“Cumprimentar o meu estimado amigo”, assim começou Almeida Henriques a sua intervenção no 36º Congresso do PSD…

As palavras são como cristais, algumas, outras, uns punhais. O estimado amigo que não lhe ligou patavina é Fernando Ruas, aquele que o antecedeu na autarquia viseense, aquele que já por dois anos consecutivos recusou receber de suas mãos o troféu “Viriato de Ouro”, aquele que, segundo entrevista dada prévia e exactamente umas horas antes do congresso, era o visado no seu exuberante lapidar plural majestático: “Fizemos mais em dois anos que nos últimos quarenta”, aqui incluindo o seu “estimado amigo” e os seus seis mandatos à frente da autarquia viseense, que assim taxou de putativa “nulidade” (1989-2013).

O seu discurso “pobrinho” parecia denotar um certo desconforto, um mal estar nervoso que talvez se prendesse com a sua ansiedade / necessidade de apresentar prementemente a sua recandidatura a Viseu, num local onde a ordem de trabalhos nada tinha a ver com o assunto, descontextualizando-se para marcar território, ou talvez, marcar território na antevisão da possível perdição.

Também a indigitação do seu número 2, Joaquim Seixas, para presidente da comissão política concelhia do PSD – Viseu, é um indício não despiciendo do “pesadelo” que Almeida Henriques viverá ao adivinhar um possível e eventual regresso de Ruas ao “seu” território.

Deste modo, é curial dizer-se que nos seus quase 8 minutos de oca retórica “meteu tacos” para encher o saco vazio, pois que o verdadeiramente substantivo era a imperiosidade de tentar acossar o PSD Viseu, que brevemente irá ter eleições para a distrital, também, onde agora ainda pontifica o ultrapassado Mota Faria.

Está a procissão no adro e o carrocel só começou a girar.

Vai uma voltinha?

Aqui a intervenção em epígrafe…

https://www.youtube.com/watch?v=ZfMpGeTvRUQ

 

(Foto DR)