O esfaimado lobo alemão

por Paulo Neto | 2016.02.14 - 19:04

 

 

Herr Wolfgang Schäuble é um homem que parece estar de mal com a vida, com os outros, com o mundo, com todo o mundo, que não seja o seu.

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O desgraçado até no nome trás uma “alcateia de lobos”, decerto esfaimados e rapaces. Também premonitórios…

Acreditamos que não lhe seja fácil viver numa cadeira de rodas por mor de um tiro que levou na coluna vertebral, há um quarteirão de anos. Talvez por ter ido duas vezes à missa no mesmo domingo… não sabemos.

Mas que culpa temos disso?

Talvez herr Wolfgang não seja um homem sério, e por isso mesmo tenha sido nomeado “tesoureiro da Europa”.

Mas que culpa temos disso?

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Talvez ainda não tivesse sublimado o caso das “luvas” que reconheceu ter recebido para o seu partido, a CDU (União da Democracia Cristã), num caso provado de financiamento ilegal. Também foram só 100 mil marcos. Ou mais…

Mas que culpa temos disso?

Herr Wolfgang, além de ser um dos responsáveis pela austeridade imposta na Europa para salvação das catástrofes bancárias e pela política de desastre económico europeia, tenta fazer da Europa mais depauperada o mercado de escravos do século XXI da decadente Europa cevada do Norte.

Mas que culpa temos disso?

Além disso, claramente, não gosta de Portugal.

Tem esse direito.

Mas que culpa temos disso?

Do que esta sinistra criatura gosta é da mamar – sôfrego e ávido –  na teta seca dos países mais pobres da EU.

Frau Merkel, talvez por isso, aprecia-o muito.

Luís Sepúlveda, o escritor chileno, aprecia-o menos e quando ele acusou Portugal de “perturbar os mercados”, os sacrossantos mercados, teve os “tomates” que faltaram aos visados para lhe responder. Assim, desta singela forma:

“Este homem detesta que os portugueses perturbem os mercados desde o século XIII, detesta que os portugueses comam, bebam, fodam, leiam, cantem e sejam um país soberano. Deixe Portugal em paz Herr Schäuble!

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Felizmente que ainda há quem se sinta ultrajado e ofendido com esta soberba arrogância hedionda e autocrática do dirigente de um país que desde 1914 tem dado os piores exemplos ao mundo, hoje se arrogando, garras ainda a escorrer sangue, de bastião de toda a moral, mesmo se continuando a ser o espelho que a xenofobia ariana, a VW, o Deutsche Bank et all transmitem, de más práticas, duvidosa gestão, fraude, corrupção e ilegalidade…

 

 

(fotos DR)