Novo Banco e o “indecente” contrato secreto.

E ainda assim, ao que parece, depois de desvelada ainda existirão cláusulas secretas às quais só os deuses do Olimpo acederão. Ou seja, o escritório de advogados que redigiu o documento e as partes que o negociaram.

Texto Paulo Neto Fotografia Direitos Reservados
  • 18:05 | Quarta-feira, 17 de Junho de 2020
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É imperioso tempo de serem ouvidos em comissão parlamentar ou até talvez pelo MP os intervenientes na assinatura do contrato de venda do Novo Banco ao fundo americano Lone Star.

Após muito instada, a administração do Novo Banco e o BdP lá acederam a facultar aos deputados na Assembleia da República o célebre e polémico contrato de venda deste banco. Porém, uma armadilha nunca vem só, chegou de tal forma encriptado que ninguém logrou abri-lo. Uma mera manobra de diversão, pensarão alguns, outros mais assertivos conjecturando ser uma medida dilatória e de má fé para protelar a queda do 7º véu de Salomé.

E ainda assim, ao que parece, depois de Salomé desvelada ainda existirão cláusulas secretas às quais só os deuses do Olimpo acederão. Ou seja, o escritório de advogados que redigiu o documento e as partes que o negociaram.


Por parte do governo PàF de então, a rogo de Coelho & Portas estaria o secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações (2011/2015) Sérgio Monteiro, incumbido de “vender Portugal a retalho”, ou melhor, de vender aos privados algumas das jóias da coroa, as mesmas que agora vêm de mão estendida ao Sr. Estado pedir que as mantenham à custa de chorudos milhares de milhões sob pena, dizem eles e apesar das suas geniais administrações milionárias, de fecharem as portas.

Miguel Cadilhe, ex-ministro das Finanças dos Xº e XIº Governos Constitucionais que tiveram Cavaco Silva à cabeça, em entrevista à RR, afirma taxativo não compreender o secretismo à volta desse contrato, acusando António Ramalho, CEO do banco de “um desplante que incomoda e ultrapassa vários limites” e vais mais longe ao taxar os factos repetidamente de “Indecente. Indecente. É uma afronta ao bom senso e à inteligência. É uma indecência esta coisa toda do Novo Banco.”
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Porque se espera para ouvir a história bem contada pela boca de quem a conhece integralmente?

O poço não terá fundo? Esta carraça, mais uma, ferroará as depauperadas bolsas dos contribuintes até quando e quais montantes?

Milhares de milhões de euros para a engorda de uma mão cheia à custa das calejadas mãos de milhões de portugueses. Indecente. Indecente, parafraseando Cadilhe!

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