Ninguém põe este tipo fora de serviço?

por Paulo Neto | 2014.03.06 - 16:13

 

O senhor dr.  Brinquete Bento, de seu nome completo Vítor Augusto Brinquete Bento, economista de formação,  tem um percurso de vida consentâneo com sua elevada competência.

Nomeado conselheiro de Estado por Cavaco Silva em substituição do mal-comportado Dias Loureiro, passou pelo topo do IGCP, DGT, DDEBP, IEMacau e é hoje presidente do conselho de administração da Sociedade Interbancária de Serviços – SIBS.

Cândida e empenhadamente, quer mais um impostozinho, desta feita sobre os levantamentos com os cartões Multibanco, diz ele para ” aumentar receitas do Estado e combater a fuga ao fisco “.  Assim dito, até parece que o fabiano se candidata a uma medalha no Dia da Raça. Mas não, a SIBS é a entidade responsável pela gestão da rede Multibanco, logo, o interesse patriótico soçobra estrepitosamente nesta mão cheia de ” boas ” intenções.

É evidente que a reboque no aplauso aparecem logo a Unicre e a Mastercard. Também querem salvar a Pátria. Decerto.

Mais se alonga o de cujus na demonstração da sua veemente preocupação com o prejuízo acumulado pelo sector bancário que já trepou aos sete mil milhões de euros.

Bom. Contemos até 10……….

Este tipo não tem vergonha nenhuma. É pena que além da falta dela acumule com o despudor  das patranhas públicas que profere. Talvez se os gestores da banca não tivessem esquemas em paraísos fiscais houvesse menos fuga ao fisco. Cayman, Virgens, etc… Talvez se fossem sérios não andasse o povo português a pagar as suas vigarices como no BPN e BPP. Talvez se usufruíssem salários compatíveis com as suas performances reais, não houvesse tanto milhar de milhão, bilião ou trilião de prejuízo. A fuga ao fisco, senhor Brinquete Bento, pode começar pela malta de topo da banca, não lhe parece? O povo está farto de impostos. Já não os pode pagar mister star wars e se fosse doutra garra já há muito tinha empalado todos os banqueiros vigaristas deste mundo real.

No mínimo, deitar multibancos ao lixo. Ou então, dar-lhes o menor uso possível. Pode ser até que alarguem os quadros das filiais bancárias onde, nas filas de balcão, se esperam horas para ser atendido, porque os prejuízos ditam: despedir, despedir, despedir…

Talvez o tipo seja loiro. É uma incógnita. Mas fazer dos outros parvos…