Ao coice…

por Paulo Neto | 2014.03.05 - 13:37

O vídeo supra mostra e prova cena pouco edificante e muita ilustrativa de quem a comete.  Vamos lá então à “coisa”…

A propósito de um assessor de imprensa do PSD que durante o seu último Congresso agrediu um fotojornalista a pontapé muito se poderia escrever. Mas não nos alongaremos…

Quando o agressor viu que tinha sido filmado – a prova do crime de agressão – teve necessidade pública de minimizar a bestialidade primária do seu acto com as palavras: “ Um  momento de descontrolo. Nós até nos damos bem…”. Fê-lo porque ficou registado em filme. Não sabemos se doutro modo o faria. Mas isso nem é importante. Pede desculpas quem tem culpas…

O ponto: fotografar Relvas é proibido? Um indivíduo afastado de ministro pelo seu comportamento duvidoso meses após reintegrado no Conselho Nacional do partido que o recambiou, por um secretário-geral-primeiro-ministro que afere mal a memória dos portugueses e os cometimentos dos seus caudilhos?

Quem é Relvas para não poder ser fotografado? Também o contrário é verdadeiro: quem é Relvas para ser fotografado? Uma “vaca sagrada” que se assusta com flashes? Quem tem medo compra um cão. Ou contrata um assessor de imprensa, ou um guarda-costas…

Um jornalista no exercício das suas funções tem o direito às condições para o cabal exercício da sua profissão. Alegar que estaria “fora do perímetro” permitido é boçal pretexto de empinocadas figuras do trauliteirismo empafiado.

O agressor, aceita-se que a vida esteja difícil, defendeu a gamela onde se ceva. Como um irracional, não com palavras mas ao pontapé.

Esta é a imagem que temos da arrogância, da prepotência, da boçalidade sabuja de um poder que tem sustentação nestes zelosos servidores.

Num país menos “acagaçado” este agressor/assessor responderia criminalmente pelo seu cometimento. O agredido seria inclusivamente defendido pelos seus pares. Mas pelos vistos: AIP; CPJ; SJ acham normal. Estamos conversados…