Ir ver o mar…

por Paulo Neto | 2015.03.07 - 19:27

 

 

Com o folhetim Coelho em banho Maria e enquanto um ex-primeiro ministro detido troca mimos com um primo ministro em liberdade, vai-se perdendo a paciência para este chorrilho chocarreiro de ditotes de comadres.

Ora fala o nu ora o esfarrapado para, no fundo, percebermos que nesta matéria a sorte não está com os portugueses. Uns são acusados de corruptos outros de calaceiros caloteiros.

Lá fora, por Franças & Araganças vai um gozo. É cada manchete…

 

Com o sol a raiar apetece espairecer. Dei uma volta por Viseu muito desamparada na sua quietude domingueira.

Fui até Aveiro – de vez em quando lembro-me que sou cagaréu e afilhado de S. Gonçalinho…

O Rossio fervilhava de gente. Imensos turistas. Maioritariamente jovens casais espanhóis. A praça das Palmeiras estava cheia. O cais dos Botirões regurgitava. Os restaurantes, os bares, as esplanadas faziam negócio… Os moliceiros sulcavam a ria com uma tripulação de gente bem-disposta.

Rumo à Barra e à Costa Nova. O mesmo cenário. Muita gente a passear. Mareantes a ousar a praia. Movimento. Atracção. Animação. Uma dinâmica vitalista.

Voltei a Viseu a rilhar o dente porque pago mais em portagens do que o meu económico carro gasta em gasóleo.

Isto de passeios ao domingo, mesmo com a “sandes no taparuér” e a garrafita de água, é coisa só para empreiteiros e políticos.

Um entardecer tão calmo e ameno como a manhã. Eu sei. Falta-nos o mar. E de ria temos o Pavia que é pobrinho, humilde mas gaio.

Não chega…