Genealogia político-bancária & etc.

por Paulo Neto | 2014.08.08 - 14:35

 

Tempestuosos, os dias. Não apenas em contexto meteorológico, como também no oposto ao que  habitualmente a silly season nos traz,  por ausência de políticos, politiquices, politiqueiros e demais trauliteiros, os geradores de notícias,  a banhos em Carcavelos… (lembrete: “the silly season is the period lasting for a few summer months typified by the emergence of frivolous news stories in the media”)

E quando não há notícias os MM (Mass media) ensimesmam-se e ficam inertes sem domínio nem combustível de acção.

Porém, não é o caso neste 2014 de todas as desgraças. De Passos Coelho e seu governo às fraudes bancárias, cada dia, o tédio é afugentado e os portugueses acordam com nova surpresa, qual delas a mais desagradável, a mais inesperada, a mais penalizadora.

O governo trilha a sua incessante senda de inventar novos impostos, novos cortes salariais e extinguir Tribunais, Escolas, Hospitais. Em nome da modernização, para despedir mais 2 mil funcionários públicos engendrou os Condomínios do Estado. E porém, sabemos nos maus momentos que há almofadas escondidas (dantes era debaixo do colchão) de 5 mil milhões de euros para acudir às fraudes dos bancos maus e dos banqueiros aldrabões.

Na imagem supra é interessante ver os políticos amigos do BES/GES ou o GES/BES amigo dos políticos… Também dito conúbio interessante (ou interesseiro?). E não há conflitos de interesses? Ora…!

 

Hoje, em Viseu, pelas 21H30 começa a de outrora Feira Franca! Desejamos que tudo corra da melhor forma. A Feira de S. Mateus nos seus 600 e muitos anos é um ex-libris importante de mais para virar bola de ping-pong nas mãos de adultos a agirem como adolescentes deslumbrados, Expovis-abre, Expovis-fecha…

 

As Águas tornaram-se um negócio da China. Afirmava um galego-descendente em entrevista à SIC:  Numa carta de um avô meu que era “aguadeiro”, mandada para a Galiza, lia-se: “Isto é boa terra e os portugueses são muito boas pessoas. Imagina que até nos compram a água que é deles…!” Aqui está a essência do problema. Há uma série de municípios a alienar as suas águas e depois a comprá-la aos privados a preços “estracassantes”. Fala-se que este governo quer fazer do caso regra geral… Eles vendem tudo…! Estão lá para isso.

 

Gostávamos de começar a ver emergir deste Executivo camarário algumas obras substantivas. É pena que se afunde e tolha no adjectivo… E tal mais possível é com uma oposição se não inexistente, suficientemente frouxa, ou se quisermos, oposição amiga e tão tímida, tão tímida que parece a vizinha do compadre Zacarias, a menina Cândida Virgínia da Purificação Imaculada… Coisa de compadres ou de amigos de compadres?