Ferro Rodrigues & António Borges

por Paulo Neto | 2015.05.23 - 23:33

  

O que haverá em comum entre estes dois socialistas? Pouco, mas em termos de analogias extremadas, algumas excentricidades partilhadas. Ademais ambos parecendo ser o homem errado no lugar errado.

Não sabemos onde Costa foi desencantar aquele líder outorgando-lhe o cargo de rosto do PS na Assembleia da República. Não lhe basta a notória incapacidade discursiva, acresce-lhe a falta de vivacidade, junta-lhe o monocórdico, pesadão e cinzentão tom e desfere-lhe a machadada final com as “asneiras” proferidas. Eventualmente, fruto de deficiente oxigenação neuronial, Ferro oxida, baralha-se e diz “non-senses” para gáudio do PSD/CDS e incredulidade/vergonha dos seus correligionários.

Mas de facto, a culpa não é dele. É sempre, em primeira e derradeira instância daquele(s) que o conhecendo bem, nele apostaram apesar de todos os claudicantes óbices enumerados. Erro de casting, certamente. Mas muito grave, porque as anedotas, se fazem rir, é essencialmente pelo caricatural e deformador que em si comportam.

 

Borges, a nível local, assemelha-se ao derradeiro bastião do Monte Cassino… a disparar cunhetes da MG24 já sem balas. Segurista convicto, rodeado de seguristas assumidos, num consulado costista que obteve 70% dos votos dos seus róseos sufragadores, pretende impor à “nacional” a sua lista de glórias de um passado recente, empafiadas a bolas de naftalina, como candidatos a deputados pelo círculo eleitoral de Viseu.

Desfasado da razoabilidade política e emproado dos durienses eflúvios, uma vez tomada a Federação com o fito único de se impor e aos seus lugares-tenentes, lá vai avante, mitrado sob o pálio arvorado pelas sedosas mãos de Ginestal, Lúcia , Maribel e José Rui.

A malta do PSD/CDS deve rir-se em surdina e de satisfação… até pode acontecer, nesta porfia alucinada, que em vez de 3 almejem só 2, alargando assim, inesperadamente, o PSD/CDS score de 5 para 6.

Quase parece uma cena de política coreana à la mode de King Jong-un…

Entretanto, para fazer-que-faz (é tudo uma questão de agenda), dá corpo ao eminente conselho consultivo que… Bom, hoje já vai longa a parlenda. Retoma-se o tema um dia destes.