E a IGAT que diz sobre o assunto?

por Paulo Neto | 2016.07.20 - 19:44

 

 

 

A tentativa da Câmara Municipal Viseu adquirir à Gestin 152.000m2 para expandir o PEM – Parque Empresarial do Mundão é um assunto de muita bizarria.

Filomena Pires, voz destacada da CDU na Assembleia Municipal de Viseu, trouxe o assunto à colação. Agora convém não o deixarmos cair no esquecimento.

Recordamos aqui o foi já referido:

A Junta de Freguesia do Mundão cedeu à Gestin (ou a outra entidade que a cedeu à Gestin?), em 2001, 167.000m2 de terreno. Entretanto, 15 anos volvidos, a Gestin foi considerada um “negócio ruinoso” e, ao que sabemos, desapareceu do “mapa de Mundão”.

Porque vai agora Almeida Henriques adquirir-lhe menos terreno do que o cedido gratuitamente e por quase um milhão de euros dos contribuintes. Terá petróleo?

Como se não bastasse tal imbróglio, aparece agora um leitor atento do Rua Direita a informar que a “Junta de Freguesia do Mundão doa um terreno que não é seu, comunitário, um baldio.” Mais esclarece que o “usucapião não se aplica a baldios, fazendo a escritura de doação no mesmo dia quando deveria ter sido publicitada durante um mês.”

Será possível que tal tenha assim acontecido?

Mais escreve o nosso leitor: “Ou seja é um processo encapotado de usurpar bens que não são nem de uma nem de outra entidade aos seus legítimos donos, a comunidade local. E que mesmo admitindo a valorização de seu uso, depressa se percebe que não passou de uma verdadeira tramóia para um qualquer privado encher o bolso.”

Esta citada explicação é demasiado tenebrosa para acreditarmos nela. A ser verdade implicaria muita boa gente…

Mas não esqueçamos a outra face do problema: Porque vai Almeida Henriques pagar 700.000 euros por algo que foi graciosamente doado por uma instituição pública (sendo ou não dela) para um determinado fim e com um claro objectivo… que não foi cumprido?

Ele há cada “rimance”!

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Uma Mulher com maiúsculas enfrenta Almeida Henriques…