Da nova esperança na polis às fraudes das notas “inchadas”

por Paulo Neto | 2015.01.26 - 13:23

De repente, no nosso léxico, nas nossas conversas, entram novas palavras: Syriza, Alexis Tsipras, e até esperança, há muito arredia.

Os muitos milhares de comentadores oficiais, semi-oficiais, oficiosos and so on já elucubraram todos os cenários admissíveis, prováveis, possíveis, impossíveis, inadmissíveis, politicamente correctos, incorrectos, catastróficos, paradisíacos, infernais…

Já fizeram suas estruturais conjecturas das conjunturas e conjunturaram todas as conjecturas. Assim é que deve ser. E se assim não for… não será!

E de facto faltaram dois deputados. E efectivamente Tsipras já tirou da manga um partido de direita para fazer a aliança. Com os Gregos Indepentes, que não estarão muito longe do ideário LePeniste. Que já está consumada: tendo por princípio o ponto comum: “Não pagamos! Os tempos da troika acabaram!”

Em boa verdade, as coisas são diferentes e o Syriza tem 4 ideias fundamentais: Luta sem tréguas contra a crise humanitária; reestruturação e relançamento da economia; inclusão imediata no mundo laboral de trezentos mil desempregados; reformulação do sistema político em busca da esfumada credibilidade …

Assim dita, a “coisa” parece fácil. Se houver um remédio milagroso, a Itália, a França, a Espanha, Portugal… também compram.

Agora vem o mais difícil – as palavras, os chavões, os slogans ecoantes nos peitos populares, soam bem… mas são significantes cujos significados carecem de concretização objectiva.

A “Aurora Dourada” (bonito e poético nome!) acantonou-se à espera dos falhanços. Como snipers à espera do alvo.

A Europa, a duas dimensões, ora se congratula ora se carpe. Em ambos os casos, muito…

Os analistas, politólogos, políticos, psicólogos, economistas, jornalistas, sociólogos… não sabem o que daqui resultará. Falam muito do efeito “dominó”, que é um jogo interessante mas que ninguém quer jogar… apenas ver as pedras derrubarem-se em cascata.

Os gregos deram ao mundo milenares conceitos que desde a Antiguidade marcam a agenda política, histórica e cultural do mundo. Temos fé nessa capacidade.

 

 

As escolas, públicas e privadas, que andam a “inchar” notas dos alunos para se tornarem desejadas, realçadas, credíveis, apetecíveis e elitistas precisavam de ter as suas direcções imediatamente afastadas e alvo de um processo de inquérito e averiguações feito por entidade isenta, descomprometida e afastada de nomeações políticas, que não a IGE e suas cúpulas…

Estamos perante uma fraude moral, ética e económica que carreia em si centenas de milhões de euros. A qualidade e a competência granjeiam-se, cultivam-se, consubstanciam-se e adquirem-se de outra forma, senhores directores, senhores empresários, senhores falsários…

As vossas escolas, aquelas que desta forma agiram, são a fraude da fraude. Deviam abrir novos cursos. Para carteiristas…

Leiam Platão e Aristóteles, se souberem ler!