Com AH uma coisa é certa: pode não haver uma política de desenvolvimento e criação de emprego, mas há festividade e ilusão…

por Paulo Neto | 2014.08.16 - 13:12

Almeida Henriques viu-se na necessidade de dar explicações acerca das variadas “trapalhadas” que têm sucedido com a Feira Franca / Feira de S. Mateus / Feira de S. Teotónio e os demais nomes que lhe hão-de chamar.
Nasceu torto o “menino” nas suas mãos de parteira inepta.
A saída de José Moreira da Expovis foi uma história pouco asseada e mal explicada.
A ausência de resposta inequívoca ao requerimento apresentado pelo CDS-PP na Assembleia Municipal sobre a Expovis foi pouco clara e suficientemente opaca para não ficarmos a saber quem são os assessores e avençados da empresa e quanto ganham, apesar de ela estar insolvente. Embora todos saibamos… Só não fica bem é no papel.
O papel da AIRV e da vultuosa dívida à Expovis também suscita interrogações. Como e quando vai ser paga?
A própria extinção da Expovis e surgimento de nova empresa parece ser “uma água chilra de bacalhau”…
Na sua “mensagem”, Almeida Henriques vem dar-nos “conforto e esclarecimento”. Não consegue. Nem um nem outro.
Estamos cépticos acerca dos tão anunciados e ainda não vistos “novos ciclos”, de … palavras.
Na precipitação e ansiedade, até se contradiz quando escreve: “Todos estamos conscientes da necessidade da nossa Feira se reinventar e fazer face aos novos tempos, assumindo uma aposta clara na sua identidade.” Para mais à frente afirmar: “A Feira adaptou-se aos novos tempos e aos anseios de quem a visita e vive.” Em que ficamos?
Porque acaba antes do feriado de S. Mateus e perante alguma indignação de utentes/munícipes, corre a prometer nova e grande festarola: a das Vindimas. Sabíamos que este executivo aposta nos vinhos, ignorávamos apenas o quanto…
De resto, o falso tom paternalista do comunicado, com muitos: “amigos”; “conforto”; “preocupação”; “ânimo leve”; “conscientes”; “carinho especial demonstrado”; “todos sabemos”; “custos que todos suportamos”; “quase sem paralelo”; “muito especial”; “grande e novo evento”; “destino vinhatário de excelência”; “haverá eventos para todos”: “ bem-haja a todos”… é o de um discurso bafiento embrulhadinho em papel celofane, com laço doirado e muita labieta.
Fugas para diante e a procissão ainda não saiu do adro…