As angustiadas distritais

por Paulo Neto | 2017.02.03 - 10:16

 

 

Os líderes das distritais, neste início do mês de Fevereiro, a 9 meses das eleições autárquicas, vivem dias difíceis e trabalhosos. Também são só uns meses de 4 em 4 anos…

O PSD, em 24 concelhos conseguiu a proeza de já ter indicados dois candidatos: Rui Ladeira em Vouzela e Almeida Henriques em Viseu. É obra! Diz o Compadre Zacarias que indicaram Rui Ladeira para não indicarem só o Almeida Henriques e assim dar menos nas vistas. Mas o Compadre Zacarias tem mau feitio…

Almeida Henriques nem precisava de ser indicado pela distrital, pois já anda há mais de um ano a auto indicar-se em todas as reuniões com mais de um militante…

Ruas está definitivamente fora da corrida apesar do seu discurso de avanços e recuos aos microfones que lhe estendem, daqui e dali, com um discurso que já prescreveu:

Não tenho de decidir agora se sou candidato ou não. Não perdi nenhuma das minhas faculdades, nem nenhum dos meus direitos”, e mais vai declarando que se lhe “passar pela ideia” ser candidato nunca será “como independente, mas sim pelo PSD“.

Pedro Alves pôs-lhe enfim termo às veleidades, esmagando-o como um mosquito incómodo. Agora, em coerência, não poderá voltar com a palavra atrás. Ou pode?

O PS tem um panorama sombrio no distrito. Nada que nos admire com a equipa inepta que tem no terreno, constituída por Borges, Moutela, Cruz e Mouro. Nem para a capital do distrito conseguiram indicar um candidato, para além da “sempre em frente é que Lisboa”, Lúcia Silva. Que tal como Almeida Henriques, se auto supliciou, dando o peito às balas por natural incapacidade de quem tinha obrigação de mostrar o que vale perante o eleitorado: João Paulo Rebelo, que o devia ao partido mas ainda não mostrou coragem para ir à luta. Prefere ser nomeado do que sufragado… A força e peso do “bem-bom”…

No CDS vai uma rodilha que nem bom é dela falar-se. Anda tudo a ver quem consegue fazer “xixi” mais longe, num rapar de galões, na praça pública, que nem as de outrora lavadeiras do Pavia conseguiriam exceder, nas suas barrelas épicas e pugnativas.

Da CDU e do BE, onde o “secretismo” faz carreira, nem um suave murmúrio se ouve.

Calmamente, porque não somos políticos partidários, de camarote, vamos aguardando o desenvolvimento das telenovelas, onde protagoniza a policolor “partidarite”, cada vez mais desacreditada na opinião pública.

Por isso talvez o aparecimento de candidaturas autónomas e libertadas dos bridões partidários, de cidadãos que mais do que serem “maratonistas da polis”, são candidatos sem estrutura partidária mas com espírito de cidadania e fundamentos de competência e missão.