Ao Rato chegam queixas. Do Rato saem silêncios…

por Paulo Neto | 2014.09.04 - 11:50

 

 

Logo pelas matinas, locutora da Antena 2 dizia ter havido um acréscimo salarial em Portugal. Estas coisas, de tão boas, até rimam… Só que, passado o élan assertivo do título, acrescentou ter-se tal verificado no topo da pirâmide, nas classes dirigentes. Eles merecem… Os dirigentes dirigem. Esperamos apenas que tenham verbet para voar sobre o abismo onde nos dirigiram. Portugal neo-liberal é um país amigalhaço dos mercados, do capitalismo caritativo, dos agiotas e especuladores, dos banqueiros vigaristas e dos políticos “contemplativos”. Mas dirigentes.

 

Em Viseu e com a proximidade do acto eleitoral para a Federação Distrital do PS a “agressividade” pugnativa começa a fazer ferida e sangue. O Rua Direita chamou aos últimos acontecimentos a “A polémica do call center…”

http://www.ruadireita.pt/ultima-hora/a-ou-b-e-a-polemica-do-call-center-5493.html

Depois há as lamentações da COC, a Comissão que Organiza o Congresso, e as lamentações à COC…

Entretanto, o exemplo vem de cima e é mau. Ao Largo do Rato chegam queixas e em resposta saem silêncios. Da terra dos cardiais, a augusta bracara, entre incenso e mirra, exorcismos e convocatórias ao Além, perfilam-se os já “morridos” com as quotas pagas pelo Multibanco do Purgatório. Uma triste vergonha. Um triste espectáculo. Há no PS gente que luta com todos os meios. Parecem os jihadistas  do socialismo… Há gente que por toda a vida ter vivido da e à custa da política luta pela sobrevivência com todos os meios ao seu alcance, transformando esta Aljubarrota num campo de vida ou de morte. Talvez daqui, ferido, condoído, combalido, exangue e destroçado possa nascer algo de novo, definitivamente limpo da infecta gangrena dos político-dependentes, arvorados da única missão de defenderem a gamela onde há muito se cevam.

 

Paula T. da Cruz faz jus ao nome. É de um triste Calvário. Confrangedora figura digna de lástima. Como Crato a quem deviam colar um esparadrapo na boca… A idiotia-faz-de-contas  de um e outro culmina ao tentar passar por parvos os magistrados, os advogados, os funcionários judiciais, os autarcas, os professores, os alunos, os pais dos alunos, os portugueses, em geral. Eles mentem, proferem as maiores alarvidades e… acreditam nessa ficção que nem um Júlio Verne alcançaria. O novo ciclo da verdade à 2ª feira e da mentira à 3ª. Este governo é um pisca-pisca alaranjado… e avariado.