António, venha daí esse estacionamento. É a “pagantes”, mas isso não tem nada a ver

Devem estar a romper as obras dos silos-autos por contrapartida com os estacionamentos pagos por toda a cidade.

  • 22:17 | Terça-feira, 19 de Maio de 2020
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António Almeida Henriques, o presidente da Câmara Municipal de Viseu, andava com  a autarquia curtinha de verbas e teve de contrair um empréstimo de 8,4 milhões de euros (para 20 obras diz ele) ratificado pelos seus pares da assembleia municipal, na tentativa, ao fim destes anos todos e quase ao fim do 2º mandato, de fazer qualquer-coisinha que se visse.

Também sendo certo que o grosso da massa ia para opulentas festarolices, com a pandemia viu-se obrigado a pôr-lhes termo, fazendo um encaixe pela negativa.

A coisa estava tão negra que teve que ir buscar 1 milhão aos SMAS e subir a água consumida pelos 100 mil habitantes do concelho.

Agora vai esturricar, sem proveito nem glória, 4,3 milhões de euros na controversa cobertura do Mercado 2 de Maio, cuja adjudicação foi aprovada no dia 14 de Maio.

Devem estar também a romper as obras dos silos-autos por contrapartida com os estacionamentos pagos por toda a cidade, concessionados a um grupo espanhol pelo valor de 3 milhões e 250 mil euros e por um período de 15 anos durante os quais terão a exploração dos actuais e futuros parques de estacionamento e dos lugares públicos de estacionamento pagos na via pública e por 30 anos os parques de S. Cristina e os que se vão construir. Chama-se a isto, esta nova forma de sacar dinheiro aos viseenses, “Smart Parking em Viseu”. É a “pagantes”, mas isso não tem nada a ver.

Quando os munícipes começarem a pagar pelos lugarzinhos que sempre tiveram à frente de casa… vai ser duro.

Duro mas smart. Yeh!

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Publicado em Editorial