Viseu e a real ficção III – Ler o amanhã em 2021

por Fernando Figueiredo | 2019.07.10 - 13:34

Na freguesia de São Pedro de France neste novo ciclo autárquico, teve lugar a reunião alargada da edilidade onde foram discutidos e aprovados os regulamentos de utilização dos espaços públicos do Parque Urbano da Aguieira. Nesta freguesia à semelhança das demais do concelho as medidas de apoio à natalidade e da fixação de pessoas, incluindo os incentivos aos imigrantes, têm estancado a sangria demográfica que se vinha a verificar na última década e a melhorar a qualidade de vida da população rural.

O executivo tinha finalizado o projecto do Parque da Aguieira com ligeiras alterações nomeadamente um moderno e funcional parque de campismo mantendo, contudo, a biodiversidade vegetal existente e plantando novas espécimes autóctones. Os elementos inertes que integram muros, imóveis e caminhos foram reaproveitados, valorizadas as azinhagas integradas numa vasta rede de caminhos pedonais e ciclovia agora ali existentes.

O Parque Urbano da Aguieira era agora um espaço capaz de acumular múltiplas funções que, hoje em dia, escapam aos hábitos sedentários de médias e grandes cidades. Conceitos como a actividade física, a contemplação, a deambulação, o “estar”, têm no PUA um lugar para o seu incremento, possibilitando assim a recreação e a comunhão com a natureza, que traduzem a complementaridade ao ciclo do viver contemporâneo. No próximo orçamento o executivo irá incluir a ligação deste espaço ao Fontelo e Quinta da Cruz, formando assim um elo natural à volta da cidade para que viseenses e visitantes o possam desfrutar.

O moderno parque de campismo está dotado de diversas infra-estruturas de apoio, tais como bar convívio, mini-mercado, piscina, campo de jogos e parque infantil.  Por outro lado, possui também uma estação de serviço para autocaravanas e serviço de Internet via Wi-Fi. No espaço verde dos 23 hectares do PUA uma área do campismo está destinada ao novo conceito de glamping onde se alia o glamour com a arte de acampar, mantendo a proximidade com a natureza, mas sem a grande maioria dos incómodos, como carregar o carro, montar a tenda, ter pouco espaço, dormir quase no chão, acordar com calor… as pequenas casas típicas confortáveis com colchões iguais aos usados em hotéis de cinco estrelas e com decoração cuidada possui uma área privada de 100 metros quadrados e pela manhã o pequeno-almoço, incluído no preço, é levado diariamente até à entrada da habitação.

O Clube de Rio dispõe de um bem equipado restaurante e ao lado o Clube de Montanha está preparado para montar e operar em condições de segurança escalada, rappel, slide, percursos de cordas e uma série de experiência desportivas e de lazer em total convívio com a natureza. Mais no centro e próximo do campismo o Clube de Campo com o confortável picadeiro coberto e treino de exterior além das instalações de apoio está preparado para providenciar a alunos e atletas ou meros apreciadores do hipismo as delícias desta arte equestre.

O Pavilhão Desportivo a ser utilizado para eventos desportivos em recinto fechado de nível internacional tem capacidade para 5.000 espectadores e além do recinto principal, existe um “health club”, um parque de estacionamento por baixo do recinto destinado aos atletas, representantes e membros do “club”, bem como todos os espaços auxiliares habituais para atletas, representantes e espectadores. Foram realizados estudos acústicos para as áreas públicas bem como estudos do nível do som do recinto visando a sua utilização para concertos.

A finalizar a reunião o presidente da junta de S. Pedro de France pediu para serem melhorados os serviços do MUV a que a autarquia prometeu dar resposta logo que termine de liquidar toda a indemnização a que foi obrigada pelo Tribunal em resultado do danoso contrato celebrado pelo anterior executivo. A marca que outros deixaram é grande ainda neste ano de 2023!

Fernando Figueiredo

Forjado na Beira Alta, aos 56 anos dá-se por bem casado e aprecia a companhia de três filhos, dois ainda na fase de espalhar magia a toda a hora; em família dá-se como feliz, apenas por o fazerem feliz. Como os duros estudou na Academia Militar, que não é para meninos e na época em que ainda se viajava de pé no comboio mas teve ainda tempo para queimar as pestanas em Gestão de Recursos Humanos. 36 anos “militarizado” vê-se agora na reforma a procurar ser “civilizado”. Em termos profissionais esteve no Iraque e voltou para contar, também esteve em Timor onde bebeu água de coco e visitou Jaco, erro fatal que lhe deixou o coração preso nas valorosas gentes timorenses e nas paisagens únicas do País que ajudou a ver nascer independente já no Séc XXI. Nos tempos livre actualiza o blog mais lido e odiado do delta do Dão, o Viseu Sra da Beira, e ainda escreve textos para jornais mas, poucos o lêem. Homem sem grande preocupação em fazer amigos, escreve o que entende sobre quem não consegue entender. Tais liberdades já lhe valeram um par de processos em tribunal, sem nunca se ter declarado Charlie. A genética deixou-o sem um único cabelo mas está careca de saber que os valores do trabalho, da honestidade e da amizade são o maior legado que o pai lhe deixou. Benfiquista moderado, gosta mesmo é de um bom jantar na companhia dos melhores amigos. Agora como empresário e homem de negócios só aceita de lucro o necessário para viver e distribuir por outros e de comissão a 100% a ética, a responsabilidade e o profissionalismo. É garantidamente mais bonito ao vivo que em foto.

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