Rede das Aldeias de Montanha cria 1.ª Escola de Agroecologia

Nesta Escola, o objetivo é regenerar os soutos como ativos que asseguram a regulação do ciclo hídrico, conservação do solo, fixação do dióxido de carbono, promoção da biodiversidade e, simultaneamente, geram valor económico direto para as populações e para o setor do turismo.

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  • 13:27 | Quinta-feira, 26 de Março de 2026
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A Rede de Aldeias de Montanha apresenta a Academia Aldeias de Montanha, uma iniciativa que materializa um novo modelo conceptual de intervenção no território.

Entre os dias 27 e 29 de março, a Lapa dos Dinheiros, em Seia, acolhe a primeira Escola de Agroecologia de Montanha, uma atividade dedicada a valorizar e aprender mais sobre o castanheiro. Este projeto afirma-se pelo seu carácter inovador ao juntar o conhecimento técnico, através da parceria com a Escola Superior Agrária de Viseu (ESAV)  e o saber das comunidades locais. Esta união serve de base a um modelo de turismo comunitário e regenerativo.  Neste modelo, o turista não é um mero espectador, pois é envolvido ativamente na preservação da paisagem.

Nesta Escola, o objetivo é regenerar os soutos como ativos que asseguram a regulação do ciclo hídrico, conservação do solo, fixação do dióxido de carbono, promoção da biodiversidade e, simultaneamente, geram valor económico direto para as populações e para o setor do turismo.

Através de experiências de turismo comunitário, o visitante assume um papel de “cuidador” da paisagem. Um exemplo prático será o workshop de enxertia no Souto da Lapa dos Dinheiros. Este processo envolve as pessoas da aldeia e partilha de saber.


Esta edição dedicada às “Culturas do Castanheiro” marca o arranque de um ciclo mais ambicioso. Estão já previstas outras edições da Escola de Agroecologia com temáticas distintas, unidas pela mesma estratégia de valorização da paisagem, do conhecimento técnico e do turismo comunitário.

Esta Escola irá percorrer outras Aldeias de Montanha dos concelhos que integram a rede, nomeadamente Fornos de Algodres, Gouveia, Manteigas, Celorico da Beira, Guarda, Covilhã, Fundão e Oliveira do Hospital, adaptando-se às especificidades e recursos de cada aldeia.

 

Os destaques do programa na Lapa dos Dinheiros incluem momentos de transferência de conhecimento com o ICNF, a ESAV e o Centro de Interpretação da Serra da Estrela, momentos de imersão gastronómica como a “Mesa Partilhada” e o registo artístico pelos Urban Sketchers.

Com a Escola de Agroecologia de Montanha, propõe-se um novo paradigma onde o turista aprende, mas também contribui ativamente para regenerar paisagens, criando uma ligação com o território.

As inscrições e o programa detalhado podem ser consultados em www.culturasdocastanheiro.pt.

Esta iniciativa integra a Estratégia de Eficiência Coletiva (EEC) PROVERE Aldeias de Montanha 2030, contando com o cofinanciamento do programa Centro 2030

(foto Pedro Ribeiro)

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