Especialista da UC integra Mecanismo Extraordinário de Identificação Forense de desaparecidos no México

O especialista da UC, que foi escolhido pelas famílias mexicanas como seu representante neste Mecanismo Extraordinário, sublinha a importância da missão do organismo, lembrando que «mais de 82.000 pessoas desapareceram no México entre 2006 e 2021 e os casos continuam a aumentar».

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  • 19:01 | Terça-feira, 01 de Junho de 2021
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Duarte Nuno Vieira, professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), foi escolhido para integrar o Mecanismo Extraordinário de Identificação Forense (MEIF) de pessoas desaparecidas no México.

Este organismo, constituído por reputados especialistas mundiais, em representação de diversas organizações, e também das famílias dos desaparecidos, tem por missão a busca e identificação de pessoas desaparecidas no México e a sua restituição às respetivas famílias.

O MEIF surgiu de um esforço coordenado entre autoridades estatais, famílias de pessoas desaparecidas e organizações de direitos humanos especializadas em desaparecimentos forçados. A sua atuação decorre sob a observação de entidades internacionais de direitos humanos, como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos.


O especialista da UC, que foi escolhido pelas famílias mexicanas como seu representante neste Mecanismo Extraordinário, sublinha a importância da missão do organismo, lembrando que «mais de 82.000 pessoas desapareceram no México entre 2006 e 2021 e os casos continuam a aumentar».

A crise humanitária decorrente do desaparecimento de cidadãos nacionais foi reconhecida pelo Estado mexicano no final de 2019, altura em que foi aprovado um acordo de criação de um Mecanismo Extraordinário de Identificação Forense (MEIF) de pessoas desaparecidas, agora concretizado.

Duarte Nuno Vieira, que atualmente preside à Rede Ibero-americana de Instituições de Medicina Legal e Ciências Forenses e ao Conselho Científico Consultivo do Tribunal Penal Internacional, tem realizado múltiplas intervenções no México, no âmbito da chamada Ação Humanitária Forense, por solicitação de entidades diversas, nomeadamente da Amnistia Internacional, Nações Unidas e Comité Internacional da Cruz Vermelha.

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