Chuva, vento, agitação marítima forte e neve

Vento forte do quadrante oeste mais intenso na faixa costeira ocidental a sul do cabo Carvoeiro e nas terras altas (<40 Km/h), com rajadas da ordem dos 90 Km/h, a fazer-se sentir em especial entre as 01h00 e as 04h00 de amanhã (11DEZ) e novamente a partir da manhã seguinte (12DEZ) nas regiões Norte e Centro.

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  • 12:32 | Domingo, 11 de Dezembro de 2022
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1. SITUAÇÃO
No seguimento do contacto com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) realizado hoje pelo Comando Nacional de Emergência e Proteção Civil (CNEPC) da Autoridade Nacionalde Emergência e Proteção Civil (ANEPC), e acordo com a informação disponibilizada, salienta-se para as próximas 72 horas, o seguinte quadro meteorológico, o qual irá afetar todo o território continental:

Chuva
− Chuva persistente, por vezes forte, a partir do início da noite, com o período mais crítico entre as 00:00 horas e as 06:00 horas de amanhã (11NOV), em especial nos distritos de Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal, Portalegre (20 a 30 mm/3h ou períodos inferiores) e entre as 06:00 horas e as 09:00 horas (11DEZ) no distrito de Faro (10 a 20 mm/3h). Novo agravamento a partir da madrugada do dia 12 de dezembro na região Norte (40 a 60 mm/12h, no período 00:00 horas – 12:00 horas), estendendo-se às restantes regiões com acumulados de 30-40 mm no período 12h -24h, com condições favoráveis à ocorrência de trovoadas.

Vento forte:
− Vento forte do quadrante oeste mais intenso na faixa costeira ocidental a sul do cabo Carvoeiro e nas terras altas (<40 Km/h), com rajadas da ordem dos 90 Km/h, a fazer-se sentir em especial entre as 01h00 e as 04h00 de amanhã (11DEZ) e novamente a partir da manhã seguinte (12DEZ) nas regiões Norte e Centro.

Agitação Marítima:


− Agitação marítima forte (com períodos da ordem dos 15 s) com ondulação de oes-sudoeste superior a 3 m (pontualmente até 4-5 m) na costa ocidental a partir de amanhã (11DEZ) e a manter-se previsivelmente até dia 16 de dezembro.

Neve:

− Queda de neve acima dos 1000/1200m até ao início da manhã (11DEZ), podendo acumular até 5-10 cm nos distritos de Bragança, Vila Real, Braga, Viana do Castelo, Viseu, Guarda e Castelo Branco.

Informação Hidrológica Relevante:

De acordo com a informação disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), podem ocorrer variações significativas dos níveis hidrométricos nas zonas historicamente mais vulneráveis:

− Bacia do Tejo – aumento significativo das afluências com impacto amanhã (11DEZ), em
especial na sub-bacia do rio Nabão e troço inicial do Tejo nacional;
− Bacia das ribeiras do Algarve (sotavento) – aumento significativo das afluências com
impacto amanhã (11DEZ).
− Bacias do Lima, Cávado, Ave, Vouga e Douro (Sousa e Tâmega), aumento
significativo das afluências com impacto na 2.a feira, dia 12 de dezembro.

 

2. EFEITOS EXPECTÁVEIS

Face à situação acima descrita, poderão ocorrer os seguintes efeitos:
− Ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento;
− Ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras;
− Instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, podendo ser potenciados pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização do solo;
− Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública;
− Possibilidade de queda de neve em áreas e a altitudes onde habitualmente se verifica;
− Piso rodoviário escorregadio por eventual acumulação de gelo, neve e formação de lençóis de água.

 

3. MEDIDAS PREVENTIVAS

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a adoção e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações, nomeadamente:

− Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
− Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
− Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
− Ter especial cuidado na circulação junto a zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a fenómenos de transbordo dos cursos de água, evitando a circulação e permanência nestes locais;
− Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água nas vias;
− Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
− Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;
− Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

ANEPC | Divisão de Comunicação e Sensibilização

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