Trump’s Circus

Uma análise aprofundada desta lista de associados daria muito pano para mangas, como daria muito que pensar que as grandes potências mundiais recusaram integrá-lo, não se sujeitando às recorrentes pantominas de Donald Trump, bem notórias nos discursos que ali proferiu, eivados de grosserias e de fanfarronices, ditos numa ejaculatória repetitiva, frequentemente confusa e falaciosa.

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  • 17:37 | Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2026
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Perante uma audiência ora anuente e subserviente, ora irrequieta e incomodada, decorreu em Davos, na Suíça, um “Conselho de Paz” sob proposta e com presidência vitalícia de Donald Trump.

Dos 206 países existentes no planeta e dos 193 que integram a Organização das Nações Unidas, aderiram 19 ao “convite” do presidente norte americano, participando apenas dois países europeus, a Hungria e a Bulgária, com os seus líderes da extrema-direita, respectivamente, Viktor Orbán e Rosen Zhelyazkov.

Além de Trump, o proponente, estiveram presentes líderes ou representantes de 19 países, a saber:

1.     Rei do Bahrein, sheik Hamad Isa Al Khalifah;


2.     Ministro das Relações Exteriores de Marrocos, Nasser Bourita;

3.     Presidente da Argentina, Javier Milei;

4.     PM da Armênia, Nikol Pashinyan;

5.     Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev;

6.     PM da Bulgária, Rosen Zhelyazkov;

7.     PM da Hungria, Viktor Orbán;

8.     Presidente da Indonésia, Prabowo Subianto;

9.     Vice-PM da Jordânia, Ayman Safadi;

10. Presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev;

11. Presidente do Kosovo, Vjosa Osmani-Sadriu;

12. PM do Paquistão, Shehbaz Sharif;

13. Presidente do Paraguai, Santiago Peña;

14. PM do Catar, Mohammed Al Thani;

15. Ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, príncipe Faisal Al Saud;

16. Ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan;

17. Chefe da Autoridade de Assuntos Executivos dos Emirados Árabes Unidos, Khaldoon Al Mubarak;

18. Presidente do Uzbequistão, Shavkat Mirziyayev;

19. PM da Mongólia, Gombojavyn Zandanshatar

 

Este Conselho de Paz é uma espécie de clube onde o presidente vitalício tem ainda direito de veto e cujos países que o integram tiveram que pagar uma joia de 1 bilião de dólares.

Uma análise aprofundada desta lista de associados daria muito pano para mangas, como daria muito que pensar que as grandes potências mundiais recusaram integrá-lo, não se sujeitando às recorrentes pantominas de Donald Trump, bem notórias nos discursos que ali proferiu, eivados de grosserias e de fanfarronices, ditos numa ejaculatória repetitiva, frequentemente confusa e falaciosa.

Trump veio ao “velho continente” insultar os europeus e o mundo, em geral, apoiado numa insana megalomania, num egocentrismo doentio, numa chantagem imposta pela força do poder económico e nuclear, que os lacaios subservientes muito aplaudiram, enquanto aqueles que nem pés lá puseram e lhe viraram ostensivamente as costas, se preparam para implementar estratégias alternativas à imposição desta Nova Ordem Mundial II, de onde a China e a Rússia se alhearam, gizando politicas alternativas e alianças com muitos dos países que não aceitaram elencar este vaudeville de pechisbeque.

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Publicado em Opinião