Donald Trump, o mais errático dos presidentes da história dos EUA, continua a gerar diariamente a sua política de instabilidade e incerteza com repercussões mundiais, dizendo num dia uma coisa e no outro o seu contrário, abalando fortemente os mercados e gerando o caos para, nesse anárquico pandemónio, criar uma espécie de estado de sítio permanente a nível da sua influência global.
Falhando nas suas mais ruidosas e estentóreas promessas de em 24 horas pôr fim aos mais relevantes conflitos armados planetários, meses volvidos, os seus parceiros predilectos, Putin e Netanyahu, abraçam-no pela frente e riem-se dele por detrás.
Sem cessar, Trump, na sua recorrente instabilidade/habilidade, avança no terreno americano, estado após estado, com despóticas provocações, repressões, detenções e ameaças a todos os seus opositores democraticamente eleitos pelo povo.
Agora, para colocar um seu sicário, mais uma marioneta às suas ordens no Banco Central dos EUA, demite a directora Lisa Cook – o que face à legislação em vigor lhe está vedado – gerando mais perturbação nos mercados internacionais. Lisa Cook recusa demitir-se criando assim mais um braço de ferro de catastróficas consequências.
Este rol de arbitrariedades é enorme, entre eles conta-se ainda a subalternização total da Europa aos seus desígnios (Europa que tão a jeito se pôs…), a sua ingerência eleitoral clandestina em países soberanos (eleições alemãs) e a intromissão em decisões de países, como o Brasil, no caso do seu “amigo” Jair Bolsonaro, a braços com a Justiça brasileira e em vias de ser condenado e preso por crimes vários.