Trump…olineirices

Falhando nas suas mais ruidosas e estentóreas promessas de em 24 horas pôr fim aos mais relevantes conflitos armados planetários, meses volvidos, os seus parceiros predilectos, Putin e Netanyahu, abraçam-no pela frente e riem-se dele por detrás.

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  • 12:03 | Quarta-feira, 27 de Agosto de 2025
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Donald Trump, o mais errático dos presidentes da história dos EUA, continua a gerar diariamente a sua política de instabilidade e incerteza com repercussões mundiais, dizendo num dia uma coisa e no outro o seu contrário, abalando fortemente os mercados e gerando o caos para, nesse anárquico pandemónio, criar uma espécie de estado de sítio permanente a nível da sua influência global.

Falhando nas suas mais ruidosas e estentóreas promessas de em 24 horas pôr fim aos mais relevantes conflitos armados planetários, meses volvidos, os seus parceiros predilectos, Putin e Netanyahu, abraçam-no pela frente e riem-se dele por detrás.

Alterando quotidianamente as taxas sobre as importações, a Índia passou esta quarta-feira a ver aumentadas em 50% as tarifas, alegando haver necessidade de castigar este país por importar petróleo russo com o fito de financiar o conflito com a Ucrânia, enquanto no Alasca estendeu a passadeira vermelha ao seu homólogo Putin com quem, convivialmente, entre vigorosos shake-hands e amistosas palmadas nas costas houve juras de duradoiras fidelidades.

Sem cessar, Trump, na sua recorrente instabilidade/habilidade, avança no terreno americano, estado após estado, com despóticas provocações, repressões, detenções e ameaças a todos os seus opositores democraticamente eleitos pelo povo.


Agora, para colocar um seu sicário, mais uma marioneta às suas ordens no Banco Central dos EUA, demite a directora Lisa Cook – o que face à legislação em vigor lhe está vedado – gerando mais perturbação nos mercados internacionais. Lisa Cook recusa demitir-se criando assim mais um braço de ferro de catastróficas consequências.

Entretanto, aumentando diariamente a sua fortuna pessoal em milhões de dólares, através das mais duvidosas e escandalosas negociatas, bem como a dos seus mais próximos apoiantes, nomeadamente na indústria de armamento, Trump quer ver cumprir-se um seu acalentado desígnio: receber o Prémio Nobel da Paz, para o qual alguns governantes despudorados, subservientes e dependentes o indicam, como os de Israel, Paquistão, Camboja, Azerbeijão e Arménia… o que, nestes tempos de vigorantes novas ordens e de total alteração dos princípios fundamentais que regem a política e os políticos mundiais, não parece ser de todo impossível, o que a acontecer descredibilizaria, irreversível e perpetuamente aquele conceituado galardão.

Este rol de arbitrariedades é enorme, entre eles conta-se ainda a subalternização total da Europa aos seus desígnios (Europa que tão a jeito se pôs…), a sua ingerência eleitoral clandestina em países soberanos (eleições alemãs) e a intromissão em decisões de países, como o Brasil, no caso do seu “amigo” Jair Bolsonaro, a braços com a Justiça brasileira e em vias de ser condenado e preso por crimes vários.

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Publicado em Opinião