No paroxismo do patético e na sociopatia (ou demência?) que em crescendo Donald Trump tem vindo a aparentar e a demonstrar por sucessivos actos públicos, e como se estes já não bastassem, entrou agora em conflito directo com o Papa Leão XIV, o líder espiritual da Igreja Católica.
Leão XIV, de nacionalidade norte-americana, tem vindo a exortar os governantes para a paz, criticando as guerras e aqueles que delas fazem prática comum, mais condenando e censurando aqueles que têm as mãos sujas com o sangue de milhares de inocentes.
Esses “bispos” que com ele reúnem no Gabinete Oval para o cobrir de esotéricas bênçãos, em rituais dignos de uma má versão do Exorcista.
Trump surge agora em imagem criada por IA e por ele próprio divulgada, de túnica, personificando Jesus Cristo, a curar doentes, rodeado de soldados e com a bandeira norte-americana por trás, com águias e aviões de guerra por cima da sua cabeça, numa epifania de guerra benfazeja e milagrosa – o que quer que isso seja.

Este é o corifeu e ex libris da extrema direita planetária e das suas nefastas políticas que, e pelos vistos, ainda concitam muitos seguidores, uns por puro oportunismo, outros por mero acriticismo.