A comunicação é hoje uma ferramenta fundamental na estratégia das organizações, públicas ou privadas, micro ou macro, desportivas ou do sector social.
Quando utilizada a propósito é uma mais-valia para as instituições. Todas por igual a exercitam, promovendo, divulgando, seduzindo. Há quem, por pequenez cerebral, não entende, e desatine. Não acompanha. Desalinha, não por ter um pensamento alternativo, mas porque não é capaz de mais. Falta-lhe inteligência. Sentinelas na guarita, enxergando curto. Consciências presas aos tempos de antanho, vivendo à luz das candeias de azeite. Há gente que não percebe, mas o mundo mudou. E ficam para trás. Por limitações de juízo e por melhor governar com a ignorância, há quem queira tudo às escuras, escondido, secreto.
A informação é um dever – quem a tem, deve disponibilizá-la – e um direito – qualquer um a pode reclamar. Sem informação exigente, clara, objectiva, autêntica, não há opinião fundamentada. Na era do digital e da IA, quem não tiver opinião não é deste mundo. E pior: fica de fora deste mundo. Tentar silenciá-la, condicioná-la, é um mau serviço que se presta à democracia. Capa-a. Faz dela um eunuco triste e frustrado. Reduzi-la a uma condição instrumental, é um mau serviço que se presta ao conhecimento e à participação cívica. Factos são factos e contra factos os argumentos são sempre precários.
Mas isso já não é da minha conta.
Rebelo Marinho