Há um caminho oleoso que umas avestruzes burras, aproveitando as novas tecnologias, descobriram e percorrem ao ritmo da sua maledicência.
Para derramarem o seu veneno e destilarem o seu ódio escondem-se atrás de uma página do facebook que qualquer descerebrado, em momentos de orgias fantasiadas, sabe criar. E depois é só espadeirar a torto e a direito, sem critério.
Estas sanguessugas hermafroditas – têm o lado mau do homem e e a parte cínica da mulher – sem cerdas, proliferam, reproduzem-se, em terreno de boa semeadura. Sempre de rosto tapado, como os carrascos da Inquisição, os algozes da era moderna.
Isto é feito por uma razão e com um objectivo.
A razão: o anonimato permite dar voz à falta de ideias ou à sua magreza de valia. Com a cara destapada seriam motivo de troça e algaraviada jocosa.
O objectivo: livremente, dizer mal, criticar, ofender, chafurdar, incendiar, e a besta a rir-se.
Por detrás de ambos está sempre um cobarde, um inútil, um incapaz de pensar e sem coragem de acusar.
Quem se esconde para dizer o lhe apetece nem o nome merece. São uns sem-vergonha. Uns tristes. E uns trastes. São pessoas de duas caras. Não prestam. Não valem. São felizes assim. A dizer e a escrever, sem assinatura.
Quem, podendo dizer olhos nos olhos o que lhe vai na alma, se refugia numa coisa sem nome, uma parede, não tem crédito nem prestígio. E não é de gente crescida.
O azar é que estes lacraus bordejam os caminhos de gente boa e de bem.