Os filhos e os enteados

Agora testa positivo à COVID-19, pondo em risco a saúde de todos os outros candidatos com quem debateu e de toda a gente com quem contactou durante todo este tempo, numa altura em que devia ter ficado em casa…

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  • 14:37 | Terça-feira, 12 de Janeiro de 2021
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No passado dia 06, um colaborador próximo do Presidente da República testou positivo à COVID-19. Na sequência deste facto, Marcelo Rebelo de Sousa fez teste PCR e ficou, de imediato, em isolamento. Disso deram conta todos os meios de comunicação social e não só.

Algumas horas mais tarde qual não é o nosso espanto ao ver o candidato Marcelo Rebelo de Sousa na SIC, num dos debates para as Presidenciais porque afinal, pasme-se, o teste tinha sido negativo! O isolamento profilático ao qual estava obrigado foi para o caixote do lixo, passou para segundo plano!…O isolamento ao qual todos estamos obrigados por força da DGS, das regras inerentes ao combate à COVID 19 e do dever cívico de cada um de nós de cumprir as regras de saúde pública serve para o cidadão comum, mas não para Marcelo.

Não cumpriu as regras, moveu as suas influências, teve contacto directo com a DGS (como qualquer português!!!) e decidiu que, afinal, não precisava de ficar isolado, podendo ir aos debates televisivos.

Agora testa positivo à COVID-19, pondo em risco a saúde de todos os outros candidatos com quem debateu e de toda a gente com quem contactou durante todo este tempo, numa altura em que devia ter ficado em casa…

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, figura que deveria dar o exemplo e cumprir as normas da DGS, achou que estava acima disso, tanto psicológica como fisicamente.

Já o cidadão comum, numa situação em que, por exemplo, tenha o seu filho infetado através de um contacto escolar, tem (e bem) de parar a sua vida, suspender a sua atividade profissional (com todos os contratempos e prejuízos que essa paragem possa significar) e cumprir, com responsabilidade, o devido isolamento profilático, a quarentena de 14 dias, mesmo tendo testado negativo.

O Presidente da República podia e devia ser o primeiro a dar o exemplo. Aliás, se recuarem no tempo, na primeira vaga Marcelo Rebelo de Sousa chegou a fazer isolamento profilático depois de ter estado com uma centena de alunos de uma escola onde houve infetados. Na altura, um contacto bem menos próximo do que o que teve agora com o seu assessor e que serviu para o show off habitual do Marcelo populista, que adorou estar a falar da varanda todos os dias para os jornalistas.

Agora que era a sério resolveu passar por cima das regras.

Ele que devia ter dado o exemplo em termos de vacinação e fazer como muitos Chefes de Estado pela Europa, recebendo a vacina (sem necessidade de tirar a camisa), não o fez…

Conclusão: Marcelo não tem qualquer moral para pedir aos Portugueses o que quer que seja.

É o culminar óbvio de uma Presidência errática, populista, incongruente, de falsos moralismos e de problemas de carácter há muito conhecidos, que já vêm da vichissoise…

 

(Foto DR)

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