Os desacreditadores do Governo

Desde sempre existem narcísicos “políticos” que parecem ser, pelo exacerbamento do “ego” e pelo dano que o seu agir causa, autênticos “produtos tóxicos” a infestar com radiações nocivas tudo em seu redor.

Texto Paulo Neto Fotografia Direitos Reservados (DR)

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  • 17:12 | Sábado, 09 de Maio de 2020
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Neste período tão particularmente difícil que Portugal atravessa, António Costa e alguma da sua “entourage” têm-se esforçado visando encontrar respostas e soluções para minimizar as brutais consequências por todos sofridas pela pandemia. Não merecia, por isso, ter no seu seio fortes oponentes à sua eficaz acção.

Desde sempre existem narcísicos “políticos” que parecem ser, pelo exacerbamento do “ego” e pelo dano que o seu agir causa, autênticos “produtos tóxicos” a infestar com radiações nocivas tudo em seu redor.

Os períodos de profunda crise, na longa diacronia da História, provam-nos que um membro de governo a galopar em estrepitosa rédea solta é altamente nocivo para a imagem pública e para as realizações dos governantes competentes e empenhados.

Porém, se colateralmente aos danos que certos comportamentos carreiam ressalta uma passiva e inexplicável complacência por parte de um “chefe”, tal torna-o eventual conivente por anuência das polémicas condutas públicas que já não ignora.

Qualquer político deve assumir com dignidade e presteza as consequências dos seus actos e se perceber que eles estão a pôr em causa a credibilidade de um colectivo que integra, só tem uma única postura aceitável e uma airosa saída: pedir a demissão.

Quando não o faz e porfia numa sistemática fuga para diante, alimenta todas as controvérsias que a cada dia que passa despontam como tortulhos em caruma molhada e age com uma insensatez irresponsável, desprovido da lucidez que deveria estar subjacente a todos os seus procedimentos públicos. Que confiança merece um fulano assim?

A vulgarização destes casos bem como a impunidade e imunidade dada aos seus praticantes são uma VERGONHA num estado de direito e democrático. Mas são mais do que isso, são também um convite subliminar à proliferação de análogas situações, a coberto de uma crise sem precedentes, potenciadas pelo aligeiramento do preceituado legal em estado de emergência.

E se dúvidas houver, basta hoje vermos os contratos que neste contexto foram firmados e estão disponíveis no Portal Base do Governo para ficarmos elucidados.

Cumulativamente se refira ainda que quando um ministro obriga um primeiro-ministro a pedir públicas desculpas no Parlamento por ter fugido à verdade, devido a não ter sido informado pelo Ministério das Finanças do pagamento ao Novo Banco da verba de 850 milhões (peanuts, claro)… que ilações podemos tirar?

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Publicado em Opinião