O vandalismo dos ignorantes

Qual a mensagem? Tanto pode ser de revolta e descontentamento social, como de provocação, de agitação, de mediatismo e de reacção a políticas consideradas opressivas, repressivas e de desrespeito pela igualdade racial e dos direitos humanos.

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  • 10:53 | Sexta-feira, 12 de Junho de 2020
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Os vândalos foram uma tribo germânica que teve o seu apogeu no século V. Por onde passavam matavam, destruíam, queimavam, violavam, pilhavam, deixando atrás de si um rasto de violência e barbárie que lhes concedeu o atributo, 16 séculos volvidos, de selvagens ou, em sentido figurado e segundo o dicionário, daqueles que “danificam deliberadamente bens públicos ou privados, como monumentos históricos, obras de arte ou de valor…”

Recordam-se da destruição na Síria de Palmyra (a pérola do deserto), património da humanidade pelo Daesh? À dimensão caseira, um pouco por todo o lado, radicais extremistas polarizados têm vindo a destruir património histórico em diversos países.

Qual a mensagem? Tanto pode ser de revolta e descontentamento social, como de provocação, de agitação, de mediatismo e de reação a políticas consideradas opressivas, repressivas e de desrespeito pela igualdade racial e dos direitos humanos.


Violência gera violência. O instigador-“pirómano”, Donald Trump deu rosto e voz a esta vaga de violência iniciada nos EUA, com a sua política xenófoba, de liberalização do armamento e de proteccionismo aos mais aviltantes movimentos da extrema-direita radical. Deita-se na cama que fez e faz milhares de vítimas…

Daqui, a extravasão ao resto do mundo neste contexto de profunda crise gerada pelo Covid 19, foi um ápice.

A falta de condições alargadas às populações no domínio da saúde verificadas um pouco por todo o planeta, com especial incidência nos mais desfavorecidos, o novo “crash” económico que levou ao encerramento de milhares de empresas gerando milhões de desempregados, agudizaram as disparidades sociais, “guetizando” ainda mais os esquecidos dos deuses.

Daí a revolta generalizada e pretextada no assassinato de George Floyd. A gota de água…

“Do rio que tudo arrasta se diz que é violento, ninguém diz violentas as margens que o comprimem.” Assim escreveu B. Brecht. O rio sendo o povo em fúria oprimido pelas margens, símbolo da autocracia repressora.

Em Portugal, os pintaroleiros do costume, falhos de imaginação e seguindo piamente o “prêt-à-porter made in USA”, muniram-se dos seus sprays coloridos e foram pela calada da escuridão pintar estátuas de figuras relevantes da nossa História, indiscriminada e alarvemente.

Vândalos de pacotilha em simbólicas agressões gratuitas a personalidades cuja biografia e obra boçalmente ignoram e que apodam de “colonialistas” como poderiam designar de abolicionistas, se soubessem o significado da palavra.

A ignorância larvar é facilmente manipulável, nomeadamente nesta neo tribo de marginais em busca de causas e missões para se divertirem nas noites mais longas de discotecas e bares encerrados.

A opressão não tem o direito de existir. Tão pouco a repressão. O vandalismo e a violência como resposta que seja um sinal aos timoneiros. Mas que se fique por aí e que sirva, num contexto global, para tirar as necessárias e imperiosas ilações.

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