O novo Mercado Municipal e a necessária mudança de mentalidade

Surge agora a solução de mudar o mercado de frescos para o parque de estacionamento da Segurança Social, uma obra orçada em cerca de 750 mil euros.

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    • 17:31 | Quinta-feira, 15 de Abril de 2021
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    Em Viseu, é consensual que o atual Mercado Municipal está ultrapassado por ser desconfortável, muito frio no inverno, demasiado grande para as atuais necessidades, havendo cada vez mais espaços comerciais desocupados no interior, e com fraca capacidade de atração de turistas, não obstante as campanhas de marketing e de animação promovidas pelo atual Executivo Municipal.

    Surge agora a solução de mudar o mercado de frescos para o parque de estacionamento da Segurança Social, uma obra orçada em cerca de 750 mil euros.

    Não tenho nada contra a solução apresentada, mas tenho tudo contra por ser uma solução encontrada sem haver um debate prévio de ideias e por ser a única proposta apresentada.


    Precisamos, acima de tudo, de uma mudança de mentalidade, que passará por debater outras propostas de localização até se formar uma consciência clara dos prós e contras que fundamentam tecnicamente a decisão a tomar. Como motivos contra a construção do Mercado Municipal no parque de estacionamento da Segurança Social elenco os seguintes:

    1- A existência naquela zona da cidade de serviços públicos âncora que fazem movimentar o comércio, destaco o eixo Câmara Municipal, Segurança Social e Central de Camionagem.

    2- O desaparecimento de um número muito considerável de lugares de estacionamento, que no futuro levaria à construção de um silo ou de um estacionamento subterrâneo no atual Mercado da R. 21 de Agosto, o que teria elevados custos monetários. Como alternativa à atual solução, poderia equacionar-se a futura instalação do Mercado de Frescos nos terrenos paralelos ao parque da Radial de Santiago, na Avenida de Salamanca, próximo da rotunda do Coval, onde poderia ser construído o novo edifício do Mercado e um estacionamento subterrâneo, que podia ser rentabilizado, durante a Feira de S. Mateus, constituindo uma importante fonte de rendimento para os cofres da autarquia. Para além disso, na Av. da Radial de Santiago não faltam lugares de estacionamento, aliada à fluidez do trânsito.

    Poderíamos ainda considerar os benefícios que esta obra iria trazer à zona da Ribeira, que poderia beneficiar deste impulso, através da construção civil, recuperando algumas das casas ali existentes, que assim ganhariam nova vida para habitação ou comércio. Com a limpeza do Rio Pavia e a sua eventual navegação por pequenas embarcações de recreio, estaria criada uma nova zona de atração turística, à qual poderíamos juntar a exploração da riqueza patrimonial da Cava de Viriato. Até os restaurantes construídos no recinto da Feira de S. Mateus, que passam 10 meses do ano fechados e sem qualquer rentabilidade, poderiam ganhar uma nova oportunidade, assim como o funicular, que poderia voltar a funcionar transportando viseenses e turistas da Sé até ao Campo de Viriato.

    O mais importante é que surjam outras propostas e que Executivo Municipal tenha espírito livre e capacidade de fomentar o debate de ideias. Viseu ficaria mais rica com essa pluralidade de contributos e quem governa teria fundamentos técnicos para decidir melhor.

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