As comadres andam zangadas e, vai daí, Donald mima Benjamin com epítetos (públicos) mais próprios de namorado desfeiteado do que de líder da autoproclamada maior potência mundial.
O até aqui amigo de peito dos EUA — Netanyahu — pelo menos da facção trumpista, depois de todo o incondicional apoio que lhe foi concedido é considerado “completamente louco” pelo seu fidelíssimo aliado.
Provavelmente, os sucessivos ataques ao Líbano por parte de Israel e a improbabilidade de um acordo de tréguas válidas com o Irão, começam a apertar o cerco a Trump com as eleições no horizonte e com uma desmesurada onda de impopularidade a crescer à sua política. Ademais, o descontentamento dos países árabes, aliados de circunstância e oportunidade…
Por outro lado, a espinha na garganta que representa o encerramento do Estreito de Ormuz, com as catastróficas consequências económicas que está a trazer para a economia global, torna cada vez mais odiada – mesmo internamente – a figura do actual presidente norte-americano.
Será que ainda tem alguma oculta cartada para jogar com o seu homólogo? Será que detêm em suas mãos poderosas e persuasivas informações que fragilizam aquele? Será que o processo Epstein pode, de repente, ser tornado público em toda a sua mais lata claridade, pondo a nu os poderosos implicados deste abjecto e obsceno escândalo?
Vamos esperar para ver. A insanidade destes players não faz deles imperecíveis actores. Pelo contrário. E em boa verdade, a História diz-nos que os mais poderosos do momento, se tornam rápida e facilmente em párias tornados inimigo público nº 1. O julgamento de Nuremberg confirmou-o…
Estes políticos, sem a imunidade que se autoconcederam e despojados do poder dos “coletes de segurança” que os protegem, quando a desgraça lhes bate à porta, num ápice se tornam acossados por todos e sem impunidade que lhes valha nem imunidade que lhes assista.